Fernanda S. Paes
- Engenheira de Produção
- SÓCIA ADMINISTRADORA / CONSULTORA da GRAGEN - GRUPO DE APOIO A GESTÃO DE NEGÓCIOS
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CARLOS H.
Avaliação de Fornecedores
Vamos à primeira parte da questão: Porque avaliar fornecedores?A maioria das pessoas que trabalham em gestão da qualidade já têm filhos. E como procuram ser bons pais, dedicados e preocupados com a formação dos pimpolhos, querem saber sempre sobre as companhias com as quais eles andam por aí. De certa forma, seu cliente não é diferente. Ele irá realmente se preocupar se souber que quem fornece a matéria-prima ou algum processo que fará parte do seu produto – que ele irá adquirir – não é confiável ou capaz de fornecer a devida qualidade nesses itens. Mas geralmente ele não sabe, né?… – Uma perguntinha: Se seu filho anda em más companhias e você não sabe, como se sentirá quando descobrir? – ponha-se no lugar de seu cliente e responda: vai se sentir traído… Mas esse nem o motivo mais importante. O motivo decisivo para avaliarmos nossos fornecedores é que desejamos ter controle sobre a qualidade e sobre nossos processos. Não queremos problemas! Mais: não queremos pagar por problemas!!!Ora, um mau fornecedor viverá te trazendo problemas! Irá “furar” seu cronograma quando entregar fora do prazo ou entregar produtos sem qualidade, que não correspondam ao que você comprou. Irá te dar prejuízos para corrigir as não-conformidades que poderão surgir em seus processos. Irá afetar até sua imagem perante seus clientes, pois quem tem maus fornecedores acaba se tornando um também… É inevitável! E isso irá fazer você perder negócios… Precisa outro argumento?Agora, como fazer a avaliação?Apenas como exemplo, vou apresentar uma forma de avaliação que pode ser aplicada por pequenas e médias empresas, cujo número de fornecedores ativos não é muito alto.Se você não tem um cadastro de fornecedores, essa será sua primeira tarefa. Neste cadastro é preciso constar todos os dados do fornecedor, como razão social, documentos, endereço, telefone(s), pessoas de contato, site, e-mail e, muito importante, se é ou não certificado pela ISO e quando vence a certificação. Isso permite que você acompanhe a situação do fornecedor e verifique, de tempos em tempos, se é preciso pedir uma comprovação de que ele mantém sua certificação. Caso esteja vencida, peça uma cópia do certificado ISO 9001 e atualize seu cadastro. Fisicamente ou não, cada fornecedor deve ter uma pasta onde deverá estar arquivada a documentação gerada pela relação com sua empresa (cópias de notas, catálogos, pedidos mais recentes, isto fica a seu critério definir), cópia do certificado ISO, se houver, e mais o que julgar pertinente. (Qualiblog)
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ATRIBUTOS DE UM LIDER
"Liderança é uma habilidde, portanto algo passível de ser desenvolvido por qualquer pessoa que se disponha a isso", com isso em mente, vale lembrar que diferentes situações irão exigir do líder diferentes competências, mas geralmente, os atributos mais valorizados são: auto motivação, visão estrtégica, constancia de propósito, estar sempre um passo a frente dos demais, responsabilidade, carisma, empatia e senso de justiça.
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ESTRATÉGIA: O que Sun Tzu e Porter têm em comum
Estratégia: O que Sun Tzu e Porter têm em comumPosted: 14 Dec 2011 06:26 AM PSTA história separa esses dois grandes estrategistas em mais de 2000 anos. Mas muito do que eles escreveram apresentam idéias e valores muito semelhantes, e que valem a pena serem discutidos aqui no Total Qualidade. Recentemente meu irmão comprou o livro "A Arte da Guerra - Os Treze Capítulos Originais" de Sun Tzu. Eu não perdi a oportunidade de lê-lo em um único final de semana. O livro é uma verdadeira viagem a um tempo muito antigo onde o conhecimento e as metodologias eram desenvolvidas principalmente nos exércitos e aplicadas nos campos de batalha. Dois mil anos mais tarde o conhecimento já é aplicado mais a áreas do conhecimento como tecnologia de comunicações, medicina e a competição corporativa e novos Sun Tzu´s aparecem. Nesse cenário conhecemos Michael Porter da Universidade de Harvard nos Estados Unidos. E eles têm muita coisa em comum, creio que a única diferença foi a época e os países onde viveram.Sun Tzu falou sobre as competições militares e deixou valiosos ensinamentos sobre como liderar um exército. Desde as artimanhas políticas com os reis, até a gestão de tropas em um campo de batalha, falando em como tirar vantagens de determinados terrenos e como usar a estratégia para vencer uma batalha sem antes mesmo de iniciar um combate militar.Porter falou sobre as competições de organizações em mercados competitivos, em uma momento onde a indústria americana viveu uma enorme concorrência dos produtos japoneses.Sun Tzu escreveu em A Arte da Guerra:"Quando comem seus cavalos, estão esfomeados; se as penelas se quebram, estão desesperados. "Da mesma forma, empresas ao venderem seus ativos e participações em determinados produtos estão, como dito por Sun Tzu, comendo seus cavalos. É um sinal de que não estão gerando um fluxo de caixa que sustente os seus investimentos. Estão, portanto desinvestindo. É um visível sinal de que um concorrente não está tendo sucesso com seus clientes na indústria.Quando vi a matéria sobre a HP, que saiu no Jornal o Globo de 19 de Agosto, rapidamente fiz a ligação a esse comentário de Sun Tzu. Veja a manchete da notícia:"A HP sai dos mercados móvel e de consumo - Empresa desmembra sua divisão de computadores pessoais e deixa de produzir tablets e smartphones."Alguns pontos importantes que destaco dessa matéria:Trata-se de uma das reformas mais drásticas da história da empresa em seus 72 anos.Surpreende a HP sair do setor da mobilidade , que está em alta e é tido como o futuro da tecnologia.O fato é que os produtos da HP não conseguiram fazer frente ao sucesso de vendas da Apple com o iOS e o Google com o Android.A empresa quer se focar mais no mercado corporativo e quer distância do mercado de consumidor final.Ou seja, a HP vendeu seus ativos (devorou seus cavalos) por que não conseguiu ter sucesso nesse mercado. Os sinais de Sun Tzu podem ser também interpretados em batalhas empresariais.Sun Tzu escreveu a Arte da Guerra em uma data não muito precisa, acordada pelos historiadores entre 481 - 221 a.C. Durante um período de muitos conflitos nas dinastias chinesas, o chamado período dos Estados Combatentes.As obras de Porter foram desenvolvidas num período similar. Um período onde as empresas americanas percebem uma forte concorrência de empresas japonesas principalmente na indústria automobilística. As duas principais obras de Porter: Estratégia Competitiva e Vantagem Competitiva foram escritas nos anos 80.Porter comentou em Vantagem Competitiva sobre sinais dos concorrentes na indústria conforme a seguir:Sinais da Vulnerabilidade do Líder (empresa líder de mercado)"Compradores insatisfeitos: Um líder com compradores insatisfeitos geralmente fica vulnerável. Compradores insatisfeitos sugerem que o líder vem exercendo o seu poder de negociação ou que o pessoal do líder desenvolveu uma atitude de arrogância com base no sucesso anterior. Compradores insatisfeitos podem ativamente estimar e apoiar um desafiante (empresa que aspira a liderança no mercado)".Ambos os autores analisaram o comportamente de seus "adversários", perceberam os sinais deixados por eles para preparar os seus generais de guerra e executivos de corporação. Conhecer a si mesmo e ao inimigo é fundamental para estabelecer a melhor estratégia de combate.Sun Tzu falou sobre a defesa:"Quem tem poucas forças se defende, quem tem bastante ataca. A defesa é para os tempos de escassez e o ataque para os tempos de abundância.".E Porter disse:"Toda empresa está vulnerável ao ataque de concorrentes. Esses ataques provêm de dois tipos de concorrentes - novos entrantes na indústria e concorrentes estabelecidos que estão procurando reposicionar-se.A Estratégia defensiva tem por meta reduzir a probabilidade de ataque, desviar ataques para caminhos menos ameaçadores, ou reduzir sua intensidade.".Da mesma forma que Sun Tzu foi o consultor dos reis nos tempos de guerra no que diz respeito a assuntos militares, Porter foi o consultor das grandes corporações sobre estratégia competitiva nas indústrias.Além destas muitas outras semelhanças em princípios e valores podem ser encontradas em ambos os autores, precisaríamos de um ou mais livros inteiros para discutir todas estas similaridades. Termino esse post com uma frase marcante do Sun Tzu:"Analise o inimigo; conquiste - o para si. Nada mais será preciso.".(Total Qualidade)
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