Tecnologia é dispensável em meu negócio!!!!!!!!!!!!
Um artigo polêmico de Nicholas G. Carr, ex-editor executivo da Havard Business Review, principal revista para o mundo dos negócios, defendeu a tese de que a tecnologia virou uma commodity, assim como as estradas de ferro e as redes de eletricidade!!
E ai? O que vocês acham disso??? TECNOLOGIA É COMMODITY OU FERRAMENTA ESTRATÉGICA?
Olá Giselle,
"Oi nois aqui traveis", rsrsrsrsrs
Com certeza, muitas ferramentas de tecnologia (sistemas ERP, sistemas CRM, sistemas SCM, sistemas B.I.) e etc, etc, vêm se tornando commodities, pois suas funcionalidades, suas arquiteturas estão se tornando padrão, ou seja, os objetivos são praticamente atingidos por todas as ferramentas, independentemente de fornecedor, com alguns diferenciais de custo, performance, escalabilidade e integração.
Eu creio que não seja tanto a ferramenta / tecnologia que propicie uma Inteligência Competitiva ou Estratégica, mas sim a forma de uso / aplicação da Organização frente às mesmas.
Posso ter imensos "elefantes brancos", excelentes ferramentas, mas se não estão adequadamente inseridas dentro do contexto / cenário, somente possuo informações, projeções, simulações e etc, mas não AÇÕES EFICIENTES e EFICAZES, aspectos e características ligadas, isto sim, ao Modelo de Gestão / Decisão / Maturidade e não à Tecnologia utilizada.
PS: Com certeza, haverá muita discussão sobre este assunto.
abs.
Escrito por:
- Vítor Alberto K.
- Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
- sábado, 22 de setembro de 2007 - 15:39
Eu venho falando isso há alguns anos, já, e cada vez mais tenho provas disso.
Em minha visão (e olhe que tenho grande parte da minha carreira em TI), a tecnologia deve ser usada como ferramenta que, além de viabilizar a estratégia do negócio, deve ser um driver, um condutor, um impulsionador da estratégia, possibilitando às empresas chegar a novos patamares competitivos com o uso de tecnologia. Porém, depender unicamente da tecnologia ou tê-la como uma espécie de "santo graal" me parece um erro - comum, devemos dizer - de muitas empresas.
Mas... de que adianta ter um aparato tecnológico de última geração e não usá-lo de forma adequada???
Escrito por:
- Sergio Luis S.
- Sócio-Consultor da Influire Soluções Estratégicas
- sábado, 22 de setembro de 2007 - 16:38
Caros,
Entendo que o papel da TI depende do contexto do negócio, alguns negócios dependem mais de TI, outros menos. O grande desafio é identificar onde e quando a TI pode fazer a diferença.
Simplesmente não dá para ignorar uma área, que quase sempre, consome grande parte dos recursos de uma empresa, e só é percebida quando algo dá errado, alguem lembra da TI depois de uma implantação bem sucedida?? Geralmente lembram quando algo nao sai como esperado!!! E é natural que seja assim, o sucesso da área é transparente para o cliente, já o fracasso pode ser um caos total..
E concordo com o Sergio, não adianta pensar em tecnologia como fim, e sim como meio pra atingir algo maior. Muitas soluções tecnológicas são idealizadas para atender às expectativas dos profissionais de TI, e nao às expectativas do negócio. Como alguns colegas dizem, não adianta comprar uma Ferrari para andar numa rua engarrafada!!! Neste caso, nao seria melhor uma moto simples?
E alem disso, muitas empresas investem pesado em soluções absurdamente caras e nao usam nem 25 % dos seus recursos e funcionalidades. Acho que todos nós já vimos esse filme antes, nao?
Abraços,
Olá,
Todos estamos cientes da enorme importância da área de T.I. no mundo dos negócios, atualmente, e pelo que tudo indica, cada vez mais.
Alguém imagina uma operadora de telefonia, um jornal, uma empresa de TV, a Bolsa de Valores e vários e vários "eteceteras", sem uma FORTE estrutura de T.I. ? Claro que não.
Logicamente, que sua demanda é também bastante exigida no comércio, na indústria e cada vez mais na agro-pecuária.
A T.I. está inerente / colada aos negócios nos dias de hoje. Normalmente são as empresas de serviços as suas maiores "consumidoras" e dependentes.
A idéia, no entanto, é fazer com que a T.I. (em algumas empresas ainda) saia de sua redoma de vidro e comece a interagir / entender o negócio em si, fortalecendo uma sinergia a cada dia mais necessária e dinâmica.
abs.
Escrito por:
- Vítor Alberto K.
- Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
- quarta, 26 de setembro de 2007 - 18:33
Olá, interessante a discussão! Minha opinião se resume simplesmente em"Quem lida com a TI e suas diversas e complexas, quando não adequadas ferramentas, realmente possui a capacidade gerencial, técnica ou pelo menos está informada com clareza de quais os seus objetivos?"
Não sei se consegui passar o que gostaria, mas o problema não é a ferramenta é quem possui capacidade de utiliza-lá.
Escrito por:
- ISabella M.
- Consultora em gestão empresarial
- terça, 11 de dezembro de 2007 - 12:27
Olá Isabella,
Quando voce menciona o " quem lida com a TI", está se referindo ao profissional de TI ou ao usuário das soluções de TI?
Em muitos casos, as soluções tecnológicas estão de acordo com as expectativas dos proprios profissionais de TI responsaveis pelo seu desenvolvimento, e ficam abaixo das expectativas de seus usuários das áreas de negocios.
Obrigada pela participação.
Abraços,
Olá pessoal,
Acredito que o ponto ideal se dá quando, antes do desenvolvimento de um Sistema Integrado de Gestão (ERP, CRP, SCM...) para a empresa, desenvolve-se um estudo sobre as necessidades do negócio, os processos internos, os participantes dos processos (departamentos e pessoas), o fluxo de informações, etc...Neste momento, sugestões de otimização e mudança nos processos internos poderão ser estudadas.
A partir deste detalhado estudo, e com a participação de todos os profissionais que utilizarão o sistema, desenvolve-se o sistema de gestão sob medida para o negócio.
Segue-se treinamento com todos os funcionários que utilizarão de alguma forma o sistema e suporte contínuo à empresa contratante com relação à manutenção em T.I.
Neste modelo de trabalho, focado em produtos e serviços desenvolvidos especificamente para as necessidades do cliente, não se aplica o conceito de "comoditização" da T.I.
Em nossa empresa, não somos adeptos dos sistemas prontos, chamados por nós de "Sistemas de Prateleira", justamente pelo que foi citado anteriormente com propriedade: cada cliente e cada negócio tem a sua necessidade. Não podemos impor um modelo rígido e padrão para essas empresas. Quando isso acontece (e não raro vejo isso no mercado), vemos o cliente gastar dezenas de milhares de reais para a compra do software pronto e não utilizar o sistema, dizendo que o mesmo "é ruim", "não funciona", que "ninguém sabe usar", "que tem muita coisa e é complicado de se entender". Na verdade o software que ele comprou é excelente. O problema é que não foi feito para o negócio dele.
Nossa empresa tem seguido esse modelo com sucesso, agregando o valor da consultoria aos serviços de T.I. e tratando cada cliente e negócio como únicos. Desta forma, nossas taxas de rejeição com relação ao Sistema de Gestão desenvolvidos são muito mais baixas.
Espero ter contribuído com o debate.
Eduardo Melo
Diretor - Utiliclick Tecnologia e Gestão
www.utiliclick.com.br
Escrito por:
- Eduardo M.
- Diretor Executivo da Utiliclick - Tecnologia e Gestão
- terça, 11 de março de 2008 - 09:46
