Você está em: Comunidades / Diálogo /

Ao discordar de mim, o outro aponta meus limites. Quem tem a coragem de se deixar morrer e renascer ao olhar do outro? Conheça o %Crespeito inibidor%D, um grande veneno nos relacionamentos atuais.


Link externo: "Eu tenho minha opinião, você tem a sua..."

Escrito por:

Gustavo G.
Editor do portal da SESC São Paulo
sexta, 09 de novembro de 2007 - 08:14
responder tópico

Amigo Gustavo , Plinio, e Noeliza,
Gustavo, excelente o tema por voce publicado, tema que certamente gerará correntes variadas de pensamento.
   Certamente, esses fatos acontecem na grande maioria das pessoas, não estou dizendo que está certo ou errado.
   No meu modo de ver, a grande maioria dos seres humanos, têm falta o poder de conscientização, maturidade, reflexão.
   Porque isso acontece????: No meu modo de ver, cada ser humano vê a situação a seu modo. Por exemplo: Se eu falar para um grupo de pessoas a palavra BARCO, cada um pode interpretar de uma forma distinta. Um pode imaginar um bote, outro uma canoa, outro um barco, outro um navio e assim sucessivamente. Isto acontece principalmente por falta de empatia, no meu modo de ver.
   Se pensarmos bem: a que leva toda essa discussão entre as pessoas. Certamente cada um vê a situação, conforme sua maneira, sem questionar o ponto de vista do seu interlocutor.
   Acho que ainda a melhor forma, afim de evitar atritos, mal estares entre as pessoas é o diálogo, sei que também existem situações complicadas.
   Acho que saber ouvir o parceiro, contar até dez antes de falar ou tomar qualquer atitude e ação precipitadas, são altamente benefícos a ambos.
   Mas para isso, existe a necessidade de uma auto-conscientização das pessoas.
   Essas atitudes, certamente viriam a facilitar o diálogo e chegar-se a um bom termo.
Agradeço e um abraço a todos

Escrito por:

Elias A.
Assessor/Consultor da Autônomo
sábado, 12 de janeiro de 2008 - 15:09
responder tópico


Gustavo, parabéns pelo tópico!
Amigo Elias!
Concordo com o que trazes.
O que tenho percebido, aqui no Via6 e, por vezes, na vida "aqui fora", é que, para alguns, o que é dito é dito "para ele/ela", quando, na verdade, é a visão de quem está colocando. Colocando, porque quer contribuir, não rebater.

Tenho me sentido até mesmo inibida, em alguns momentos, de dar minha contribuição em alguns tópicos, pois alguns colegas pegam como pessoal. Por vezes, aqui no Via6, o comentário de um segue logo abaixo de outro, o que não quer dizer que foi uma resposta ao último que escreveu e, sim, sua opinião em relação ao artigo em si (lá em cima), com título e autor responsável.

Fico triste quando vejo agressões e pessoas se sentindo agredidas. Já temos tanto, disso, no dia a dia, gratuitamente. Aqui deveria ser um ponto de encontro onde as pessoas expressassem sua opinião, independente se, com isso, se chegue a uma conclusão. O que, aliás, para mim, é sempre muito perigoso.

Uma conclusão, como o próprio artigo do Gustavo sugere, pode fechar as portas para novas possibilidades e, aí, sim, mora o perigo. Crescimento ocorre no momento em que cada um se sente pronto, não quando o outro acha de deve acontecer.

Outro dia recebi um arquivo ppoint sobre Auschwitz, relembrando os 60 anos do holocausto. Não foi assim, mesmo, que aconteceram as maiores atrocidades das quais a raça humana deve se envergonhar para sempre? Sim, foi por isso: alguns acreditarem que tinham "a verdade" e querer ser aceitos, a qualquer custo, por essa "verdade".

É uma lástima!

Muito, muito bom quando o outro mostra os limites. Aceitar, há diversas formas. E um tempo certo para cada um.

Abraços a todos!


Escrito por:

Marise J.
Consultora/Escritora
sábado, 12 de janeiro de 2008 - 16:04
responder tópico

Uma vez, no meu primeiro estágio profissional, a empresa em que fazia parte realizou um treinamento de comunicação para geração de idéias. A profissional de RH mostrou para a equipe como seria a manutenção do fluxo do diálogo.
1) cada um forneceria sugestões de idéias, sem julgamentos precipitados.
2) cada um poderia pegar carona na idéia do outro, sem julgamentos precipitados.
3) depois de gerado muitas idéias, os critérios seriam definidos.
4) julgamento e votos seriam feitos baseado nos critérios escolhidos.

Mas o interessante foi como a profissional de RH fez para o pessoal soltar as amarras da criatividade, receios ou medos travarem a dinâmica de grupo.Ela disse: Nesta primeira etapa ninguém vai responder com sim, não e não sei, mas, nunca e sempre. E na verdade, não vai haver respostas certas ou erradas, muito menos respostas.

O pessoal arregalou o olho... em silêncio um olhava para o outro e pensava %Copa ! como é que vai ocorrer a comunicação ?%D

O pessoal de primeira não entendeu nada. Parecia aquela brincadeira de programa de auditório que o apresentador chegava a alguém do público e dizia %CPara ganhar uma bicicleta, você não pode responder sim, não, nunca, sempre e não sei ... %C

A profissional de Rh foi no quadro e escreveu o problema que estava ocorrendo na produção. Estavam sentados os operários, supervisores, engenheiros, gerente de qualidade e diretor industrial e de qualidade e nós, os estagiários que iríamos assistir uma boa reunião além de tirar xerox, organizar pastas e ser alvos de trotes. A sala estava tensa, o problema trazia prejuízos para a empresa. Mas era a primeira chance que os estagiários iriam sair da rotina..

Então, a profissional de RH disse : %CPara uma pergunta, haverá outra pergunta iniciando por : %CTalvez ...?%D

Escrito por:

Augusto L.
Empresário
domingo, 13 de janeiro de 2008 - 14:06
responder tópico

Então, a profissional de Rh começou apontando para a descrição o problema no quadro:Como resolveremos este problema ?
E o gerente de qualidade - Talvez através do...?
E nisso a profissional de Rh escreveu no quadro a sugestão
E que o gerente emendou - Talvez também se fizesse aquilo... ?
E a profissional de Rh escreveu no quadro a sugestão
E que um engenheiro sugeriu - Talvez porque se resolver isso, resolve aquilo e aquilo?
E a profissional de Rh escrevia no quadro e ia formando uma árvore de sugestões e o diálogo foi esquentando... já tinha passado uns 15 minutos...
E que o supervisor falou - Talvez, e se a gente unisse isso com aquilo?
E a profissional de Rh escrevia no quadro e ia formando uma árvore de soluções
E um dos operários - Talvez, se olhar a máquina ...?
E que outro operário emendou - Talvez, também, se não esquecer no trocar o óleo na máquina?%D
Nisso o diretor industrial emendou - O quê ?
E a profissional de Rh desenhou uma árvore de sugestões em todo o quadro. Tendo como raiz o problema enfrentado ali. E como cada um ajudou a formar os galhos a equipe ali sentiu que todos faziam parte de algo maior para resolver o problema. De inicio era um grupo heterogêneo e no fim uma equipe comprometida. E a profissional de Rh realmente tinha o domínio da comunicação, ou melhor, da perguntação...

E aí eu vi que tinha algo diferente naquela indústria. Havia um diálogo diferente. Sem debates ou discussões de pontos de vistas. Pelo menos desta vez não senti nenhuma agenda oculta. Sem acirrar os ânimos, sem que um ponto de vista viesse a ferir crenças ou o poder de alguém. Apenas perguntas sobre perguntas atenuadas pelo talvez. Apesar de algumas vezes o - talvez...? - saíssem carregados um pouco de medo, outros um pouco de raiva... Mas parece que dali muitos saíram aliviados e não ressentidos, pois não houve uma pressão psicológica, tipo associar a resposta ao individuo, levando para o lado pessoal. (continua -->)
Atualizada em: Sunday, 13 January, 2008 - 14:10

Escrito por:

Augusto L.
Empresário
domingo, 13 de janeiro de 2008 - 14:09
responder tópico

Foi a primeira vez que não vi o grupo dos que defendem o - assim sim! - e o grupo que defende o - assim não ! - e o clima ficar pesado... Primeira vez que vi um profissional de Rh criar um bom senso e depois um bom censo para a equipe. Todos tiveram democraticamente o direito de perguntar. E votar. Até os estagiários...

Depois fui perguntar a pessoa de Rh o que era aquilo: ela disse perguntar, perguntar, combinar e votar...

Na hora dos critérios, meu colega estagiário, que também estudava engenharia, travou conhecimentos com um engenheiro sênior : - talvez se fizéssemos assim e assado...? - e que o sênior -Talvez você não acha que não daria certo por isso, por isso e por isso ? -
E o colega - talvez, mas se fizermos assim, assado, etc ? - e não sei como aquele engenheiro sênior teve tanta paciência para ouvir o meu colega, que depois, ele mesmo admitiu que estava enganado pelas suas sugestões e foi pedir desculpa ao sênior. Que o sênior arrematou. - Não precisa se desculpar. Você não afirmou ou negou nada. Apenas sugeriu. Ou ... Talvez você esteja preocupado em perder o estágio pelas suas idéias mirabolantes? - dito de modo descontraído. E aí entendemos o espírito do diálogo, meu colega, o sênior e todos que estavam ali riram, aliviados...

Escrito por:

Augusto L.
Empresário
domingo, 13 de janeiro de 2008 - 14:12
responder tópico






Links Relacionados