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Posso MESMO confiar no líder???

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Amiga Fernanda, ótimo ítem para debate.
   Um verdadeiro líder na acepção da palavra, deve carregar dentro de si princípios como: honestidade, consciência, senso de justiça, lealdade , sensibilidade e sinceridade ; isto é o líder deve se confrontar frente a um espelho e se auto arguir.
   Estou agindo corretamente com meus atos e atitudes perante meu grupo?
   Em situações difíceis e embaraçosas e tendo que tomar decisões duras , o líder deve sempre agir com clareza e honestidade, expondo tais problemas ao grupo,informando que ele terá que tomar decisões,mas não sem antes ouví-los.
   A confiança e o bom ambiente entre o grupo de subordinados, deve ser construída e conduzida no dia-a-dia.
   Por isso eu sempre friso: o importante é conhecermos muito bem nossos funcionários e não só superficialmente; temos que conhecer seus anseios, desejos, situação familiar, financeira, problemas de saúde etc. Muitos podem ver isso como intromissão, mas na verdade isso só ajuda aos funcionários e ao líder, criando um ambiente mais familiar e aconchegante a todos, facilitando quando da tomada dessas decisões.
Parabéns pelo tema escolhido.

Escrito por:

Elias A.
Assessor/Consultor da Autônomo
domingo, 02 de dezembro de 2007 - 15:09
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Olá, Fernanda. É um tema bem polêmico, e líder é escolhido não imposto; quem se impõe é "chefe". Faço das palavras do Elias, conhecedor do meio empresarial, as minhas. Creio que líder, mesmo, não é tão fácil de se achar; o que mais se encontra, pela frente, pelo menos pelos contatos que tenho, com pessoas do setor, é o "chefe". Um abraço, no coração. Maria Antônia.

Escrito por:

Maria Antônia B.
professora secundária
domingo, 02 de dezembro de 2007 - 16:24
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Olá Fernanda,

Excelente tema para debate.

Conforme Peter Druker: "A única definição de líder é alguém que possui seguidores. Algumas pessoas são pensadores. Outras, profetas. Os dois papéis são importantes e muito necessários. Mas, sem seguidores, não há líderes."

Esta definição de líder, de Peter Drucker, é inquestionável, para mim. O que resulta desta definição é que, para haver seguidores, o líder tem que inspirar confiança, já que sem confiança ninguém segue ninguém.
A confiança é a principal característica que dá suporte à liderança. Alguns denominam esta característica principal de credibilidade. Não muda muito, só o nome.
A confiança representa uma condição, sem a qual, não floresce a liderança. Ou seja, só é líder quem inspira confiança. Esta condição não garante a assunção da liderança, mas garante a base onde ela pode ser construída.
Portanto, qualquer que seja a posição de um líder, em qualquer empresa ou situação, a principal característica desse líder - e de quaisquer outros líderes - é a confiança. Para haver um líder, esse líder tem que inspirar confiança em quem o segue.
A confiança, então tão buscada e desejada, apresenta algumas peculiaridades interessantes, que ajudam na sua formação, apresentadas abaixo:
1. A confiança requer tempo para ser construída.
Não há confiança à primeira vista, o tempo é o adubo que permite crescer a relação de confiança.
2. A confiança é construída um a um.
A confiança se constrói em relações entre duas pessoas. Faça visitas garantindo isonomia de tratamento e construa a confiança.
3. A confiança é uma avenida de duas mãos.
A confiança precisa de duas pessoas e, necessariamente, ser recíproca. Se não há reciprocidade, há problemas de balanceamento no relacionamento.

CONTINUA


Atualizada em: Sunday, 02 December, 2007 - 20:57

Escrito por:

Paulo C.
VENDEDOR da PLAMARC
domingo, 02 de dezembro de 2007 - 20:42
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CONTINUAÇÃO:

4. A confiança implica em apreender e aprender com o outro.
Neste mundo de rápidas mudanças as pessoas estão aprendendo, mais e mais rápido, e a relação de confiança necessita constante troca de informações, tanto para equiparar os dois lados da relação de confiança, como para apreender as mudanças que ocorrem com cada um dos lados dessa relação.
5. A confiança tem limites.
A confiança é conquistada etapa a etapa. A cada etapa há o controle para verificar se a confiança depositada teve a realização comprometida do outro lado. Umas regras ótimas são:
Confie em Deus, e feche aporta com cadeado.
Tenha sempre confiança, mas faça contratos por escrito.
6. A confiança exige firmeza.
Tornar claro e checar o entendimento do que se espera é básico. Uma vez depositada a confiança, ela tem que ser correspondida. Confiança não correspondida significa abandono da relação. Porto final.
7. A confiança requer líderes.
Para se adquirir confiança é necessário que a outra parte diga algo como:
   Deixa comigo!
Isto, acima de tudo, quer dizer que a pessoa informa que tem condições de levar a bom termo a situação. No mínimo, esta pessoa lidera a si própria, ela se compromete com resultados.
8. Confiança significa lisura de procedimentos.
O melhor truque para ser um líder é não utilizar truque nenhum.
9. A confiança requer caráter e persistência.
A relação de confiança requer que cada lado só prometa aquilo que pode cumprir, portanto, se você prometeu, vá até as últimas conseqüências para garantir o prometido.
Ou de outra forma: só prometa aquilo que você pode cumprir, com folga.
Ou ainda mais: mesmo que o outro lado insista, jamais seja desonesto.
Você leva muito tempo para ganhar confiança e somente um segundo para perdê-la.

CONTINUA

Escrito por:

Paulo C.
VENDEDOR da PLAMARC
domingo, 02 de dezembro de 2007 - 20:45
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10. A confiança e o ser humano.
O ser humano é interessante: julga os outros pelos seus comportamentos, mas, a si próprio, pelas suas atitudes.
Aos próprios olhos nunca ninguém falha, há sempre uma explicação plausível, mas as razões pelas quais você deixou alguém a ver navios, são exclusivamente suas. Não importa se você é incompetente, se você tem falta de sorte, ou mesmo se você é mentiroso.
Assuma o erro, peça desculpas e, se aceita a desculpa, comece de novo a construir a confiança. Em casa, com a família, ou no trabalho.
E agora duas perguntas para você mesmo:
Seu líder transmite confiança para você?
E você, você transmite confiança para os seus seguidores? Esta é a sua opinião ou a opinião dos seus seguidores? No lar, com a família, com os amigos, no trabalho?

Abs..,

Paulo Cesar

Escrito por:

Paulo C.
VENDEDOR da PLAMARC
domingo, 02 de dezembro de 2007 - 20:56
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Boa tarde amigos,

Acredito que liderados possam confiar em seus líderes sim, se tiverem discernimento e souberem distinguir entre liderança e o propósito dessa liderança. Caso contrário, se não sabem para onde estão indo, qualquer lugar serve.

Exemplo:
Nuremberg, 4 de setembro de 1934. Aos 45 anos, Adolf Hitler, um líder com um poder quase absoluto. Discursando da plataforma, mobiliza quinhentos mil correligionários frenéticos...

Segundo o escritor Frank Maguire, para que exista a confiança e os relacionamentos sejam claros e abertos é fundamental que um líder saiba responder as três perguntas que interessam aos seus funcionários e às três que interessam aos seus clientes .

"O que todo funcionário quer saber é: O que você espera de mim? Depois é, qual a vantagem que eu levo? E, por último: Posso confiar em você? E as três perguntas dos clientes são: Posso confiar em você? Você tem um padrão alto? E você se importa comigo ou está nesse negócio só para tomar o meu dinheiro? Líderes nunca andam em rua de mão única. Eles sabem comunicar e ouvir. E você não ganha a confiança falando, você ganha fazendo".

Abraços,
José

Escrito por:

José G.
Gerente Administrativo da Microlins - Extrema
segunda, 03 de dezembro de 2007 - 13:40
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Olá caros amigos,
todas as opiniões são verdadeiras e fundamentadas. Porém, tenho hoje uma opinião que difere um pouco das demais. Não que os demais conceitos estejam errados, mas por agregar outros conhecimentos aos conceitos já existentes.

Começo por agregar uma visão diferente ao que alguns colegas já disseram: "líderes são capazes de fazer seguidores". Eu diria que "líderes são pessoas capazes de fazer novos líderes". Assim, no processo de melhoria continua que se aplica na vida de cada um, o líder consegue fazer com que os que o cercam sejam melhores a cada dia em suas realizações - o que se traduz em resultados.

O líder faz surgir a auto-confiança e o espírito de liderança em cada membro de sua equipe. O líder "não dá o peixe. Ensina a pescar".

Quanto à questionável coerência entre o discurso e a prática - abordado no texto, penso que: "o exemplo não é a melhor maneira de ensinar. É a única".

Líderes incoerentes, por si só, já não são líderes. Lembremos também que líderes não são unanimidades. Opiniões divergentes não significam opiniões incoerentes.

Os líderes começam por aceitar as pessoas como elas são e extraem de cada um o que têm de melhor!!

O líder não se vê como único e acredita que tem falhas. O líder aceita suas próprias falhas e aprende com a virtude dos que o cercam. Assim, o líder erra ao tentar fazer com que as pessoas ajam conforme princípios ditados por ele, líder. O líder não transforma o interior das pessoas, mas faz com que as pessoas consigam o melhor do mundo exterior conforme o que a capacidade interior de cada indivíduo permite.
Será que me fiz entender??
Um forte abraço,
Gesimonth

Atualizada em: Tuesday, 04 December, 2007 - 09:15

Escrito por:

Gesimonth T.
Gerente de Vendas - Consultor Imobiliário da Quality do Brasil Consultoria Imobiliári
segunda, 03 de dezembro de 2007 - 13:48
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Boa Tarde,

Ótimas colocações de todos.
Eu me faço uma pergunta !
Partindo-se do princípio de que liderança (formalmente) não implica em hierarquia, pois líderes existem mesmo nos escalões subalternos, não é verdade ?
Mas, necessariamente, dentro de nosso modelo organizacional, na maioria das vezes, os líderes são os gestores, que ocupam os cargos de mais alto escalão: gerentes, diretores e etc.
A minha pergunta traça um paralelo com recentes pesquisas realizadas junto à classe executiva de várias organizações, que apontam que em torno de 75% dos executivos não estão satisfeitos profissionalmente, por razões das mais diversas ordens.
Então, se eles não se sentem satisfeitos, realizados, como seriam capazes de liderar eficiente e eficazmente, sob os mais diversos aspectos e meandros, que implicam em uma liderança ??? (capacidade de mobilização, sinergia, empatia, inteligência emocional, determinação, poder de coesão, objetividade, responsabilidade, comunicação, respeito, conhecimento, "jogo de cintura", diplomacia, confiança, espírito de equipe e etc, etc...) ???

PS: Claro que estas são características importantes, contudo, nem todos os líderes as possuem, creio eu, pois isto já seria um modelo de super-homem, rsrsrsrs, mas, tendo uma pitada a mais ou a menos de cada uma, penso já ser o suficiente. O importante, creio ser, o balanceamento adequado.

abs.

Atualizada em: Monday, 03 December, 2007 - 14:31

Escrito por:

Vítor Alberto K.
Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
segunda, 03 de dezembro de 2007 - 14:29
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Olá Jefferson,

A tua colocação (excelente por sinal) diz respeito a uma liderança organizacional (coletiva), onde todo o conjunto estaria sob o crivo de uma análise, nesta via de mão-dupla: líderes <==> liderados = organização / sociedade.
Contudo, creio que este tópico esteja se referindo ao aspecto individual do líder, apenas, e na possibilidade e na condição do mesmo estar imbuído, ou não, da total confiança de seus "seguidores" ou liderados.
Da mesma forma que as relações familiares (pais e filhos) terem passado por uma enorme transformação nos últimos anos, o mesmo vêm ocorrendo junto ao seio das organizações, onde, a hierarquia é respeitada (senão rua), contudo dentro de uma liberdade de expressão, participação, manifestação e mesmo de decisão (consenso da equipe), muito mais acentuada e "democrática" do que antes.

Como já colocado em outros tópicos que também tratavam deste assunto aqui no via6, existem líderes positivos e negativos dentro da ótica organizacional e ao uso dos bons costumes e do bom-senso, contudo, existem os líderes "negativos" que, incitam as pessoas a fazerem greve, a desrespeitarem ou até mesmo furtarem / depredarem o patrimônio da organização / poder público, pois para estes, estariam defendendo o lado dos "mais fracos", estilo Robin Hood (tirar dos ricos para dar aos pobres), ou como forma de reinvidicação "burra" e "idiota", ao estilo daquelas gangues, que na saída dos shows/baladas das noites, depredam telefones públicos, lixeiras e etc, pelas ruas. E nestes casos, sempre existem os líderes, que incitam a "turma" a assim agirem. "O famoso modelo do líder negativo", que os outros, seguem.
E isto não ocorre somente em gangues. Pode ocorrer em partidos políticos, em grupos de interesses, em cargos públicos decisórios, em associações, em órgãos públicos, onde os líderes "arrebanham" os seus seguidores, para com ele ou junto a um grupo, agirem de comum acordo, sendo o objetivo mais conhecido desta coesão chamado de CORRUPÇÃO.

abs
Atualizada em: Monday, 03 December, 2007 - 21:16

Escrito por:

Vítor Alberto K.
Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
segunda, 03 de dezembro de 2007 - 20:15
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PS: Não sou contra as greves, quando justificáveis, pois creio tratar-se de um direito dos trabalhadores, para fazer frente ao poder do capital. E mesmo as greves, já evoluíram muito ultimamente (negociações e etc), não sendo mais necessárias no setor privado, e, um cúmulo, quando deflagradas por setores essenciais do serviço público.

Escrito por:

Vítor Alberto K.
Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
segunda, 03 de dezembro de 2007 - 21:24
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