drogadição e internação compulsória
Rosemar, creio que a questão é psicológica e juridicamente mais complicada. Os psiquiatras não chegam a um acordo se se trata de um problema genético ou familiar. Grande parte dos toxicômanos que se tratam em clínicas, obrigados, ficam planejando a recaída para o dia da alta, e decoram o discurso que os terapeutas querem ouvir. Mas trata-se de um problema de ponta em Psicologia: trata-se de um tratamento muito difícil. Quem mais fatura dinheiro são os traficantes e donos de clínicas, que normalmente adotam um sistema prisional e punitivo aos dependentes químicos.
Escrito por:
- Francisco S.
- Técnico Judiciário da Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
- quinta, 03 de janeiro de 2008 - 01:05
Caro Plínio:
Quatro vezes é pouco. Conheci um funcionário público com 21 internações. E vc tem razão, a mentira impera em seu discurso, assimilam a linguagem como poucos o conseguem, e acabam convencendo a equipe de que suas intenções são a de se recuperar.
Entretanto, por outro lado, deve haver uma mensuração científica da eficácia dos tratamentos. Senão, perdem as empresas que os pagam, perde o Estado e os planos de saúde, que pagam por internações em clínicas que dão resultados nulos.
Escrito por:
- Francisco S.
- Técnico Judiciário da Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
- sábado, 05 de janeiro de 2008 - 09:28
Plínio:
Concordo com o que vc escreveu, mas creio que não entendeu o que eu quis dizer. Mutas vezes, a internação serve apenas à família, que pode viver um pouco de sua vida, sem o "grande problema" em casa.
Mas, no caso dos planos de saúde, eles encarecem para todos de uma empresa, por exemplo, quando os internamos em clínicas ineficazes.
O que eu proponho é que Golden, Unimed e planos públicos simplesmente cortem convênios com clínicas que não dêem resultados.
Certa vez, no meu serviço, a gente tinha a Golden. Havia um colega terminal com câncer. Ninguém chiou, quando, na renovação, encareceram os custos.
Entretanto, vc sabe, vc é analista de sistemas, se vc fosse incompetente, já estaria desempregado, ou fazendo outra coisa...
Escrito por:
- Francisco S.
- Técnico Judiciário da Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
- sábado, 05 de janeiro de 2008 - 10:28
Exatamente, Rosemar, desculpe se me fiz entender tão mal! Não se pode tratar alcoolistas como outros drogados, ou fazer como algumas correntes psiquiátricas, que põem até o jogo compulsivo como um adição...
São, sim, patologias diferentes, algumas delas assustadoras. Um jovem viciado em crack precisa de menos de seis meses para chegar a uma internação, e as lesões são graves...
Escrito por:
- Francisco S.
- Técnico Judiciário da Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul
- sábado, 05 de janeiro de 2008 - 19:41
