O departamento de TI morreu?
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O novo livro do polemico Nicholas Carr prevê um futuro pouco promissor para os profissionais de TI. Segundo o autor, o departamento de TI está morrendo e as empresas substituirão as instalações atuais pela adoção da utility computing, buscando reduções de custo e flexibilidade.
Carr tornou-se conhecido do pessoal de TI quando escreveu o provocador artigo "IT Doesn't Matter", publicado pela Harvard Business Review em 2003.
Por outro lado, muitos profissionais enxergam a tese sobre o "fim de TI" como exagerada e sem fundamentos!!!!
A ideia aqui é levantar esta questão para discussão..
O que vcs acham????
Atualizada em: Tuesday, 15 January, 2008 - 09:51
Bom Dia,
Será que com a crescente padronização de sistemas, plataformas, linguagens e etc, e principalmente, com as contantes escalabilidades e compatibilidades desenvolvidas e, a cada dia aprimoradas, não teremos Bureaus de T.I. que atendam às demandas de várias organizações num único ambiente ??
Não creio que os Departamentos de T.I. irão morrer, mas poderão vir a "se centralizar" (muitas corporações se utilizando dos recursos num único ambiente), como acontece já com inúmeros call-centers, por exemplo.
O que poderá ainda permanecer no ambiente da Organização, será uma área de projetos e de inteligência tecnológica, digamos.
Trata-se do "outsourcing do peopleware", levado ao "outsourcing do hardware e software". O cenário neste sentido, para os próximos 5 a 10 anos deverá ser bem interessante, senão, revolucionário.
Ah, mas a organização não irá querer ter seus dados e suas informações num ambiente "estranho". Será que isso não se trata ainda de um paradigma ???
O que são os provedores de Internet ?
O que são os processamentos remotos realizados por várias Bureaus Houses ?
Por favor, me corrijam se estiver falando alguma besteira, afinal não sou profissional de T.I., e sim de Negócios.
abs.
Escrito por:
- Vítor Alberto K.
- Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
- terça, 15 de janeiro de 2008 - 11:47
Realmente olhando para os primórdios dos sistemas informáticos até os dias de hoje notamos uma clara evolução na forma como foi se transformando. Por exemplo, a uns 25 anos atrás havia digitador e empresas especializadas em recolha de dados. Hoje em dia isto já não existe, ou se existe é em muito pequena escala. Outro exemplo é a programação, quase totalmente centralizada em empresas de softhouse, estou falar em empresas não especializadas em tecnologia de informação do tipo google, microsoft,etc..
Mas, não li a obra citada acima, mas penso que é uma previsão. Como disse o Sr. Vítor, será que as empresas querem seus "dados" num ambiente estranho ?
Embora já existam empresas que "alugam" depósitos de sistemas, isto já não é novidade.
Na minha experiência, acho que os departamentos de TI não irão acabar totalmente, irão diminuir em tamanho e modificar na forma de abordagem.
Sei que fui muito vago, mas o tema é vago por si só.
Abraços.
Olá Vitor e Gidelberto,
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a participação de voces.
Bem, eu concordo em parte com as previsões do Carr, certamente o futuro nos reserva mudanças que quebrarão muitos paradigmas enraizados nos modelos tradicionais de atuação dos departamentos de TI.
O mercado está cada vez mais competitivo, as disputas mais acirradas, e as empresas buscam a todo momento agilidade e flexibilidade para atender às demandas de negócios. E infelizmente a TI, nos modelos atuais(cara e pouco flexivel), nao consegue atender às expectativas e exigencias que as empresas necessitam para sobreviverem no mercado.
Ao meu mode de ver, este futuro pode ser encarado com olhares distintos, se por um lado pode representar uma ameaça para muitos profissionais de TI, por outro tambem pode trazer novas oportunidades de atuação!!!!
De qual modo voce enxerga???
Enfim, é uma pagina parcialmente em branco que muitos de nós ajudaremos a escrever!!!!
Abraços,
Giselle
Boa Tarde Giselle,
Com certeza ! Atrás de ameaças e mudanças, sempre existem as oportunidades e as readaptações naturais necessárias.
Cabe a cada um vislumbrar os caminhos, com certa antecedência, para poderem largar na frente. E isto não se trata de incentivar a competitividade e a concorrência, e sim, um incentivo à criatividade e à inovação, que são aspectos bem mais construtivos e positivos.
Creio que as "quebras de paradigmas" serão inevitáveis, contudo, apenas o tempo e o ritmo imposto definirão o nível e a profundidade destas mudanças "radicais".
abs.
Escrito por:
- Vítor Alberto K.
- Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
- quarta, 16 de janeiro de 2008 - 17:58
A tendencia da estrutura de TI é divisão em duas. De um lado as atividades mais operacionais de TI, infraestrutura e desenvolvimento/manutenção de sistemas, mais proximos do bit e byte, com tendência de terceirização. Do outro lado torna-se mais forte a arquitetura e processos que estâo mais proximas do negócio.
Os CIO's tambem devem mudar e deixar os bit's e bytes e devem ficar mais próximos do negócio.
Já os profissionais de TI seguem a mesma trilha. Mas tecnicos mais proximos de empresas fornecedoras de serviços. Dentro da empresa com mais aderencia as negócios, como tradutor da linguagem entre TI e negocio.
abs.
