Mitologia Grega e outras
"A mitologia grega mostra-nos algumas histórias de cegueiras muito interessantes. Uma delas é a cegueira de Tirésias que perdeu a visão por ter surpreendido nua, a deusa Minerva. Ouvindo as queixas de Cáriclo, sua mãe, a deusa concedeu-lhe, entretanto, o dom da adivinhação. Tirésias conservou esse dom de enxergar para além das aparências até depois da morte. Foi ele quem ensinou a Ulisses o melhor caminho para Ítaca. Revelou, também, para Édipo seu incesto involuntário. Tirésias perdeu a primeira visão e ganhou uma segunda infinitamente melhor. Por isso seu castigo acabou sendo uma bênção.
Ao saber de sua tragédia, de ter se casado sem saber com a própria mãe, Édipo furou os próprios olhos. A lição nesse caso parece clara. É melhor ser cego do que ver a própria desgraça. No caso da mitologia, a desgraça alheia, também provoca cegueira. É o caso da Medusa. Castigada também por Minerva que não tolerava concorrência com sua beleza, Medusa passou por uma grande mudança. Seus lindos cabelos transformaram-se em serpentes. Qualquer pessoa ou animal, que a encarasse, era imediatamente transformado em estátua de pedra. Apenas Perseu conseguiu enganá-la, pois aproximou-se dela olhando apenas sua imagem refletida no brilho de seu escudo. Assim, sem fitá-la diretamente conseguiu cortar sua cabeça. A cabeça da Medusa que antes poderia matá-lo, após ter sido cortada, acabou transformando-se em sua aliada. No caso de uma guerra, bastava que ela fosse exibida para os adversários que todos eles se petrificavam, imediatamente.
Não existe nada mais bonito e mais necessário que nossos olhos. Mas, podemos ser traídos por eles. Na convivência social é importante ter o olhar do cego Tirésias. É preciso ver além das aparências. Como dizia o Pequeno Príncipe, "o essencial é invisível aos olhos".
http://virtualbooks.terra.com.br/padregabriel/Cegueira.
Escrito por:
- Maria Antônia B.
- professora secundária
- terça, 04 de março de 2008 - 18:56
Oi Silvia e Maria
Prometeu e Adão
Bom resumidamente, Prometeu foi o mortal que roubou o fogo dos deuses. Por tal ousadia teve por castigo ser aprisionado em um penhasco. Não fora isso tudo, ainda tinha outra situação: Todos os dias de manhã bem cedo, abutres vinha devorar um pouco do seu fígado.
A INTERPRETAÇÃO
O legal é o simbolismo dessa mitologia
1. Temos o FOGO
O fogo aqui representa algo que não pode ser tomado, da mesma forma que a Bíblia relata o fruto proibido, podemos relacionar, tais símbolos como "a sabedoria - como sinônimo de poder", algo que não pode ser revelado, algo que é grande e oculto.
2. Temos o HOMEM
Prometeu era um aldeão comum, mas tinha a ganânica - era curioso, por isso chegou ao Olimpo e sorroteiramente usurpou o FOGO dos deuses. Aqui Prometeu e Adão, representam a natureza humana - nunca satisfeita, nunca saciada, sempre em busca de algo mais.
3. Temos o Deus
A religão dos Gregos era composta por muitas divindades,mas o interessante é que o castigo à Prometeu foi dado por ZEUS, o Deus Supremo, no cristianismo há figura de um Deus, Deus esse que aceitamos, veremos assim mesma vontade de destituir do homem o julgamento do certo e errado.
4. Temos o castigo
Tanto Adão como Prometeu, não tiveram castigos de morte - mas sim de sofrimento. Pois sabemos que o fígado se regenera, logo todo dia o seu fígado nascia para ser devorado, da mesma forma que Adão iria sofrer para ter seu próprio alimento e etc...
5. A consequência do pecado
Tanto prometeu quanto Adão amaldiçoaram os seus descentes. Prometeu fez com que Zeus mandasse Pandora dar um presente aos homens - Coincidência ou não o homem que recebeu o presente foi Ptolomeu, irmão de Prometeu. E Adão como todos nós sabemos nos colocou na condição de mortais e também fomos destituídos do Éden.
"Então a caixa de pandora foi aberta e todos os males como guerras, doenças, pestes, desanvenças, pragas e tudo o mais foi disperso no mundo"...
Será que essa caixa não existiu mesmo
Escrito por:
- Rockson P.
- Recrutador da vipmastter Recursos Humanos
- quarta, 05 de março de 2008 - 20:48
Desculpe Sílvia é que as vezes fico destraído e me atrapalho com os comandos! Mas como disse antes os Deuses da Mitologia Grega são facetas de cada um de nós todos nós temos um pouco de Mercúrio, Édipo, a pscicologia se apropria muito bem desses personagens ao descrever a natureza humana!Valeu Sílvia! Continue suas pesquisas elas são enriquecedoras!
Escrito por:
- Domingos S.
- servidor público pos graduado
- quarta, 05 de março de 2008 - 20:53
Olá amigos,
Muito gratificante sua contribuição Noeliza, obrigado,
Por isso é que é gostoso estar vivo, para poder sempre desfrutar da sabedoria... não há banquete melhor.
Escrito por:
- Rockson P.
- Recrutador da vipmastter Recursos Humanos
- sexta, 07 de março de 2008 - 09:06
Sílvia,
Por gratidão ao carinho e amizade que tens me dedicado nos últimos dias, só posso aceitar seu convite para este tópico a presenteando com algo que ambas amamos: poesia
Eros e Psique
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
(Fernando Pessoa )
Obs.: Na voz de Maria Bethânia este poema é de arrepiar!
Beijocas em todos.
Escrito por:
- Esther .
- Revisora de Textos/Profa. PLE
- sexta, 07 de março de 2008 - 11:09
Conta a lenda, que Zeus, rei do olimpo, seduziu uma mortal, e deste romance nasceu Aquiles. Para proteger seu filho querido, já que ele não poderia ter a imortalidade dos deuses, pois sua mãe era uma mortal, Zeus segurou o menino pelos calcanhares e o mergulhou em um lago sagrado do olimpo. Aquiles portanto ficou submerso neste lago por alguns momentos ficando somente com o calcanhar fora da água, por onde Zeus o segurava.
Ficou portanto tendo a mesma imortalidade dos deuses após este banho no lago sagrado, somente a parte mortal, foi aquela que não ficou submersa. O calcanhar. Por isso seria o único local que poderia mata-lo se atingido, e assim seu único ponto fraco. Daí dizermos do calcanhar de Aquiles para todo ponto fraco de cada pessoa.
Grande bj
Julio
Escrito por:
- Julio C.
- Palestrante profissional da Arte em ação
- sexta, 07 de março de 2008 - 13:32
Olá, Silvia. Nada como entender de deuses para nos questionarmos sobre os verdadeiros caminhos. Gosto muito da mitologia da união de Perséfone e Hades. Um grande abraço - Arnaldo
Oi,Sílvia e amigos da via6.
MITOLOGIA
s.f. (Do gr. mythologia.) 1. Estudo sistemático dos mitos. 2. Conjunto de mitos de uma determinada cultura transmitido pela tradição (oral ou escrita).
MITO
s.m. (Do gr. mythos, palavra expressa, discurso, fábula, pelo b. lat. mythus.) 1. Relato ou narrativa de origem remota e significação simbólica, que tem como personagens deuses, seres sobrenaturais, fantasmas coletivos, etc. 2. Narrativa de tempos fabulosos ou heróicos; lenda.
A cama de Procusto
É impressionante nossa capacidade de julgar o outro a partir de nossos parâmetros. Essa miopia tão própria ao ser humano costuma ser a causadora de grandes sofrimentos. Em nome dela civilizações inteiras foram subjugadas. Vale lembrar que os escravos africanos foram reduzidos a tal condição apenas pelo fato de não ter a pele branca do colonizador. No varejo de nossas relações julgamos o outro porque ele não tem o mesmo gosto que eu, não age de forma parecida com a minha e não acredita nas mesmas coisas que acredito. A maioria, nesse caso, dita as regras para as minorias. Ser minoria significa ser pisoteado pelo gosto geral de todos. Quem pensa e age diferente torna-se excêntrico e chama muito a atenção. Alguns grupos se valem de verdadeiras torturas apenas para não destoar da maioria. Como gostar de Piazzolla quando todos ouvem Sandi e Júnior? Como gostar de rapadura se a moda é gostar de enlatados? Ser diferente é ter que pagar um preço alto por isso. O que não falta é camisa de força para o nivelamento social. A publicidade veiculada nos grandes meios de comunicação precisa dessa massificação. É bom que todos se comportem da mesma maneira para adquirirem o mesmo produto.
Pensando no que disse acima lembrei-me do mito de Procusto. Procusto, era uma espécie de justiceiro do mundo antigo. Em sua terra habitavam anões e gigantes. Enquanto alguns eram altos demais outros padeciam por falta de estatura. Procusto, então tentou resolver o problema à sua maneira...
Escrito por:
- Maria Antônia B.
- professora secundária
- sexta, 07 de março de 2008 - 21:47
...Construiu uma cama num tamanho médio. Todos deveriam deitar-se nela. Se a pessoa não coubesse na mesma, ele cortaria suas pernas. Caso o candidato fosse um anão, então seria esticado até combinar com o tamanho da cama. Assim, agindo em nome de uma suposta justiça, Procusto tentava à sua maneira conseguir um nivelamento social. Como ele estava "cheio de boas intenções" conseguiu confundir até a deusa da sabedoria. Suas façanhas terminaram quando Teseu fez com ele o que ele fazia com todos. Ele que submetia todos à sua cama de tortura, não suportou quando de juiz passou a ser o réu.
Deixando o mito de lado e retomando à vida real, seria bom fazermos alguns questionamentos. Pode ser que eu tenha agido com os outros da mesma forma de Procusto. Quem disse que minha visão do mundo e a minha opinião sobre as coisas sejam as mais corretas? Em se tratando de julgamento, recebemos , uma grande lição: "Tire primeiro a trave de teu olho para depois tirar o cisco no olho de teu irmão". Vale à pena refletir sobre isso.
Pe. Gabriel
gabriel@nwm.com.br
Escrito por:
- Maria Antônia B.
- professora secundária
- sexta, 07 de março de 2008 - 21:49
Vale mesmo, Maria Antônia.
E aqui refletindo, lembrei-me de uma antiga canção, que diz assim:
"Beleza só se sente
quando se acende a lamparina
iluminando a alma
se entende a própria sina."
(R. Fagner)
Forte abraço,
Esther
Escrito por:
- Esther .
- Revisora de Textos/Profa. PLE
- sexta, 07 de março de 2008 - 22:48
