Você está em: Comunidades / Governo & TI /

Caros amigos,

Sofri um acidente de carro, evidentemente como o nome já diz, inesperado.
Tive um atendimento carinhoso e profissional por parte dos bombeiros, um atendimento carinhoso e profissional de nossas ambulâncias públicas, mas entrei literalmente num filme de terror, ao atravessar a porta do Hospital Souza Aguiar - Rio
Sempre soubemos que a rede pública hospitalar está em crise, com falta de remédios, médicos, enfermeiros, equipamentos, etc. Sempre ouvimos que medidas estão sendo providenciadas em relação as verbas destinadas à este tipo de hospital.
Sómente quando atravessamos esta porta, é que verificamos realmente o estado de abandono em que tudo se encontra.
Fiquei 3 hs num corredor, esperando tirar RX, numa maca de metal.
Tive que aguardar uma burocracia kafkiana para conseguir sair deste hospital, após 5 horas, sem nenhuma medicação para a dor, para um hospital particular.
Início neste momento, uma série de perguntas:
1) Qual o custo para o governo, de colocar um colchão e talvez o que seja um luxo, um lençol nestas macas geladas.
2) Qual o custo do governo, para ter enfermeiros nas salas de RX para ajudar o paciente a tirar suas chapas. Eu estava com risco de ficar tetraplégica, e tive que sózinha me posicionar na maca, com uma jovem inexperiente tirando as chapas. Me pergunto se este risco realmente existisse, quem seria o responsável?
3) Qual o custo do governo, para ensinar à todos os atendendes à serem em primeiro lugar - HUMANOS: enfermeiros, médicos (quando eles aparecem) etc,- que quem está necessitando de atendimento precisa saber que está sendo cuidado com atenção, e não com descaso e ineficiência.

Somos um dos poucos países do mundo, em que este tipo de atendimento é totalmente gratuíto. Mas está na hora de mudar, deixar estes hospitais realmente para as emergências, com condições para tais, e construir mais hospitais menores, para atendimentos menos prioritários, não só nos locais do PAC, mas em todos os bairros.
Atualizada em: Saturday, 15 March, 2008 - 12:43

Escrito por:

Delma G.
Artista Plástica
sábado, 15 de março de 2008 - 09:51
responder tópico

É interessante que todos sabem das condições destes hospitais, mas não é uma prioridade como cidadão cobrar estas mudanças, uma vez que como classe média e alta, achamos que jamais caíremos neles.

Mas em casos de acidentes sempre seremos removidos para lá, e se tivermos sorte de estarmos lúcidos, poderemos acionar algum parente para nos descobrirem nestes corredores, e batalharem pela remoção.
Sei de casos de óbitos, de pessoas sem identificação, que foram encontrados pelos seus familiares dias depois dos acidentes. MORTAS.

ATÉ QUANDO FICAREMOS OLHANDO NOSSO POVO PASSANDO POR ESTA TOTAL FALTA DE HUMANIDADE, GOVERNABILIDADE E PRINCIPALMENTE INCOMPETÊNCIA?

ATÉ QUANDO?

Atualizada em: Saturday, 15 March, 2008 - 10:56
Atualizada em: Saturday, 15 March, 2008 - 12:45

Escrito por:

Delma G.
Artista Plástica
sábado, 15 de março de 2008 - 09:58
responder tópico

Olá Delma,

Boas perguntas !!!

Até quando o ser humano será tratado, como bicho, junto a essas entidades que se dizem ser, HOSPITAIS, PRONTO-SOCORROS ????

Tratam as pessoas como gado, mas isso faz parte de uma cultura, pois, infelizmente, a culpa, no meu entender é do GOVERNO e dos Hospitais sim, mas também de nosso povo. Qualquer dor de barriga levam as pessoas a cair em hospitais....
E aí, aja estrutura !

Sinto pelo teu caso, mas o Governo não ESTÁ NEM AÍ para a sua GENTE !

Saúde e cuidados para com a população ??? Está complicada a situação.

Trata-se de um emarranhado tão grande, onde nem sei se a própria MÁFIA SICILIANA não esteja envolvida.

abs.

Atualizada em: Saturday, 15 March, 2008 - 21:13

Escrito por:

Vítor Alberto K.
Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
sábado, 15 de março de 2008 - 20:15
responder tópico

Oi, Delma. Talvez o homem, sob as ordens do outro,
se ache mais livre que na posse da sua responsabilidade. A liberdade permissiva de que ele usufrui por, acatando ordens, poder, realmente, fugir à sua responsabilidade pessoal. O ser humano livre, consciente, toma atitudes, independente de "normas discutíveis". Penso que, se cada um fizesse a sua parte, por menor que lhe pareça, já estaria contribuindo para diminuir o caos. Quando acreditarmos que podemos viver sem governo, porque, afinal, ele não faz nada mesmo e agirmos, movidos pela responsabilidade e consciência que, graças a Deus, possuímos e não abdicamos dela , provavelmente não paassaríamos por isso. O problema é que o governo não fazendo, parece que "alivia" a responsabilidade do ser humano, para com o outro. Corrija-me, por favor, se estiver errada. Um abraço. Maria Antônia.

Escrito por:

Maria Antônia B.
professora secundária
sábado, 15 de março de 2008 - 23:13
responder tópico

No quarto, só um Homem sem alma
Ao serviço de outro sem humanidade.
No quarto, só um Homem a sorrir,
Não tem ainda noção do poder que tem...

Luís Pedro Moura P. Píres.

Escrito por:

Maria Antônia B.
professora secundária
sábado, 15 de março de 2008 - 23:58
responder tópico

Olá amigos,

Ótimas colocações.

Em relação à estarmos sem governo, ou dele se eximir de suas responsabilidades, está gerando este caos que estamos vivenciando. O poder herdado em todas as nossas instituições, são utilizados como diria, desde os mais baixos escalões, com futilidade e inoperância.
Não acho que seja a mafia "siciliana"!!!rsrsrs
E sim, a nossa responsabilidade de permanecermos indiferentes.
Continuo buscando a resposta, mesmo porque, nossos serviços básicos - saúde - escola - cidadania - está como sempre - carente de tudo.

Teremos sempre que esperar soluções mágicas de novos governos? Talvez se olharmos nosso passado, veremos uma sequência de repetições, em novas embalagens.

Como minhas palavras acabaram, vou colocar a dos poetas!


Escrito por:

Delma G.
Artista Plástica
domingo, 16 de março de 2008 - 11:18
responder tópico

"Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada."

Maiakóvski



Escrito por:

Delma G.
Artista Plástica
domingo, 16 de março de 2008 - 11:27
responder tópico

Olá Delma,

Quando fiz menção à "máfia siciliana" estava me referindo à possível Rede de Corrupção que deva existir neste esquema de Saúde Pública em todo nosso país. Gostaria de acreditar que NÃO, mas....

Será que dos R$ 100,00 que saem do Ministério da Saúde (SUS) para uma prefeitura lá do interior de Pernambuco, chegam realmente esses R$ 100,00 ??? Se chegar R$ 30,00 já acho muito ! O que será que aconteceu com os R$ 70,00 ??? O gato comeu !

Creio que o SUS deva possuir, com certeza, um sistema centralizado de registro dos procedimentos médicos realizados a cada paciente (custos dos procedimentos médicos, medicamentos utilizados, materiais utilizados), mas não querendo generalizar, será que todos os hospitais por este Brasil afora agem "eticamente" neste processo ??? Existem pacientes "fantasmas" ou atendimentos duplos/triplos ???
O SUS tem como fazer Auditorias de verificação ??? Estamos falando de milhões de pacientes e de atendimentos....

A máquina está gigantesca, e em alguns setores, sem controles. Excetuando os controles relacionados à Renda (Receita Federal e etc), estamos, na esfera pública, a Deus dará, na minha opinião...

E o controle sobre as verbas destinadas a ONG's por exemplo ???

E etc, etc....

Como dizem: Mudam as moscas, mas a "lerda" continua a mesma, pelo perdão da palavra "oculta".
Como disse a Maria Antônia: é questão de consciência e atitude mesmo. Se o povo admite, permite, e em alguns casos, até acha legal e certo que se desvie dinheiro das verbas públicas (fazer o pé-de-meia enquanto está no poder, sabe como é...), aí com certeza, a solução ficará para, quiçá, daqui há somente 5 gerações.

abs.

Atualizada em: Sunday, 16 March, 2008 - 12:48

Escrito por:

Vítor Alberto K.
Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
domingo, 16 de março de 2008 - 11:50
responder tópico

Olá Vítor,

Nossa corrupção já está inserida nas gerações...

Os repasses, se é que estão repassando realmente, devem estar perdidos pelos cantões deste Brasil...

Dinheiro pelo jeito nós temos, até podemos pagar a dívida externa, mas...

Controle de verbas, auditorias, lembra do inventário da cidadania? Acho que morreu na praia...

Na Amazônia caminhões continuam a circular livremente cheios de carregamentos irregulares de madeira, com os "fiscais" em alguma cidade próxima...

Nosso povo, aquele que está na linha negra da sobrevivência, deitado nestas macas geladas, esperando horas por algum tipo de atendimento, só conhecem este padrão de vida, e estão satisfeitos com os vários tipos de cestas básicas padrões criadas justamente para mantê-los
calados...

Pelo menos por enquanto...

abçs.



Escrito por:

Delma G.
Artista Plástica
domingo, 16 de março de 2008 - 19:11
responder tópico

Olá Delma,

O inventário da cidadania não morreu não, só precisa de mais vitalidade, rsrsrss

Veja o link:

http://www.via6.com/comunidade.php?cid=11310

A comunidade foi criada por sua sugestão, lembra-se ?


abs.

Atualizada em: Sunday, 16 March, 2008 - 20:48

Escrito por:

Vítor Alberto K.
Consultor-adjunto da TRENDS Consultoria Empresarial Ltda
domingo, 16 de março de 2008 - 19:48
responder tópico






Links Relacionados