MULHERES ARTISTAS
No início do séc.XX, as mulheres artistas colhiam já os benefícios por que outras mulheres tinham lutado no séc. XIX. Tiveram a possibilidade de estudar nas mesmas academias artísticas que os homens, puderam concorrer às mesmas bolsas de estudo, participar em aulas ao vivo, entrar em concursos e ganhar prêmios. Mais ainda, puderam apresentar o seu trabalho em exposições internacionais e vender em galerias, receberam encomendas e tomaram parte ativa na cena artística.
Gostaria de divulgar o pensamento de algumas de nossas melhores artistas plásticas da atualidade -
LOUISE BOURGEOIS -Escultora - Paris - "Sempre tive um fascínio pela agulha, pelo poder mágico da agulha. A agulha é usada para reparar o estragado. É um grito contra o esquecimento."
MARINA ABRAMOVIC -Arte Conceitual - Belgrado - "Manter o corpo e a alma juntos = permanecer vivo"
SONIA DELAUNAY - Pintora - Ucrânia - "Tenho tido três vidas: uma para o Robert, outra para o meu filho e netos, e outra, mais curta, para mim própria. Não me lamento por não ter me dedicado mais a mim. Não tive tempo."
VALIE EXPORT -Video maker - Austria - "Se as mulheres abandonarem os maridos e os filhos e a sociedade o tolerar tanto legal como socialmente, como no caso dos homens; se as mulheres conseguirem isso, desenvolverão uma criatividade fértil."
BARBARA HEPWORTH - Escultora - Inglaterra - "O escultor tem de procurar apaixonadamente o princípio subjacente à organização da massa e da tensão - o significado do gesto e a estrutura do ritmo."
HANNAH HOCH - pintura/escultura - Alemanha - "Gosto de eliminar os limites fixados que garantimos a nós próprios que os humanos gostam de traçar em torno do que quer que consigamos alcançar."
JENNY HOLZER - video maker - EUA - "Na última década, a arte mais ousada tem sido feita pelas mulheres. Em termos psicológicos, o seu trabalho é muito mais extremo que o dos homens."
Atualizada em: Wednesday, 09 April, 2008 - 13:20
MAGDALENA JETELOVÁ - instalação - Semily - "Acho importante despertar a atenção para o pensar e o fazer, bem como para o que acontece entre os dois, para a leveza e o peso, para a energia que oscila entre estes dois pólos, determinando o nosso pensamento e vida, para a energia oculta em toda a parte."
FRIDA KAHLO - Pintora - México - "A minha pintura não é revolucionária. Por que me hei de iludir a mim própria com o espírito combativo."
BARBARA KRUGER - Fotografa - EUA - "Fazer arte é tornar objetiva a experiência do mundo, transformando o fluxo dos movimentos em algo visual, textual ou musical. A arte cria uma espécie de comentário."
SHERRIE LEVINE - Escultora - EUA - "Tal como Brancusi, interessa-me o corpóreo e o sensual, mas também o imprevisível e o instável. Gosto da aura do acidental, tal como gosto da repetição, porque incluem uma sequência infinita de trocas e de encontros perdidos."
SHIRIN NESHAT - Fotógrafa - Irã - "Vejo o meu trabalho como uma excursão sobre o tópico do feminismo e do Islã contemporâneo - uma discussão que analisa determinados mitos e realidades no microscópio e chega à conclusão de que estes são muito mais complexos do que muitos pensavam."
YOKO ONO - Arte Conceitual - Japão - "A arte é uma ferramenta orientada de procedimento. Com a ajuda desta ferramente, podemos entender melhor a complexidade da vida."
PIPILOTTI RIST - video maker - Suiça - "Sem atender à tecnologia, corro para o sol no computador, e com a língua do meu cérebro, misturo as imagens em frente ou atrás das minhas pálpebras."
YOKO ONO - Arte Conceitual - Japão - "A arte é uma ferramenta orientada de procedimento. Com a ajuda desta ferramenta, podemos entender melhor a complexidade da vida." (erro aqui "ferramente")
Bom...
Não concordo muito, com estes planos de ver a arte, como parte feminina e parte masculina.
Creio num mundo masculino ou masculinizado e no papel da mulher, diante desta antropologia.
Vejo os artistas, sejam homens, mulheres, como seres e não como genero, diante da criação.
O próprio texto da Yoko, fala da vida, sem o genero ou sexualidade.
Oi, Delma. Paul Johnson diz que " a arte é uma resposta à procura de ordem, no Universo; elemento essencial da procura da felicidade e, portanto, instrumento último da felicidade humana" A ciência, também, é uma procura da ordem essencial à nossa felicidade, indistinguível, nesse aspecto, da arte. Entretanto, esta é criação e a ciência, descoberta. Enquanto criação, a arte tem o cunho pessoal do artista e a sua existência depende da existência deste; a ciência existe, independente, do artista. A arte deixa marcas e, por elas, reconhecemos o autor. Um abraço. Maria Antônia.
Escrito por:
- Maria Antônia B.
- professora secundária
- quarta, 09 de abril de 2008 - 23:40
Olá Renato,
Também acho que a arte não tem divisões entre o masculino e o feminino.
Coloquei este tópico, justamente para aprofundarmos a diferença nos pensamentos, neste caso, das mulheres artistas contemporâneas.
Acho que o pensamento dos homens artistas já foi bastante divulgado por muitos séculos!
Obrigado pela sua presença! Seja bem-vindo!
abraços no seu coração!
Voltando ao tema,que exige uma análise profunda, pois a visão binária vem de longe, continuo com a visão atual de
Luciana Loponte:
" Não há necessariamente uma distinção estética entre as produções artísticas de mulheres e homens", afirma Luciana Grupelli Loponte, doutora em arte, gênero e educação do Departamento de Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul. No lugar de uma sensibilidade inerente, haveria um conjunto de experiências vividas pelas mulheres que podem %3 ou não %3 aparecer em suas obras. Luciana assinala que os nus femininos aparecem, por exemplo, nas obras de Camille Claudel (1864-1943) e Susanne Valadon (1867-1938), de uma maneira muito diferente daquela como o olhar forjado num regime de visualidade masculino está habituado a ver. Mas não manifestam o feminino, obrigatoriamente. Susanne, em especial, era considerada pelos críticos como "a mais viril de todas as mulheres pintoras" e não endereçava a um suposto olhar controlador masculino suas representações de corpos femininos, que destacam gestos nada garbosos de mulheres comuns.
NO CINEMA - Novas expressões do feminino na cultura se tornaram possíveis, como também uma subversão no pensamento binário da diferença. Para Márcia Arán, efeitos dessa mudança podem ser observados em alguns filmes: Desde que "Otar Partiu", de Julie Bertucelli; 'Questão de Imagem", de Agnès Jaoui; procurar por uma "essência" feminina nas escritas ou uma suposta delicadeza e sensibilidade feminina em contraposição a uma racionalidade e objetividade masculinas faz cair num binarismo dicotômico perigoso, adverte Luciana Loponte. "Se seguíssemos essa busca, o que explicaria a autoria feminina de Mary Shelley do primeiro romance de horror de que se tem notícia, o famoso Frankenstein, de 1817?". E, assim, é um tema que sugere uma análise mais profunda e que envolve outros temas não menos importantes e, também, extremamente significantes. Maria Antônia.
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Escrito por:
- Maria Antônia B.
- professora secundária
- quinta, 10 de abril de 2008 - 17:46
Bom eu já acho que a arte masculina é diferente da feminina.
Por mais feminista q eu possa ser, e o sou, são dois Universos completamente diferentes, dois cérebros banhados, quimicamente (hormônios, etc), por substâncias muito diferentes, portanto funcionam diferente e se expressam de forma diferente.
Na arte não poderia ser de outra forma e a concepção, se não a criação, são diferentes, o que em nenhum momento trás demérito a um ou a outro.
Na segunda metade do sec. XX é muito grande a vontade de se igualarem homens e mulheres, talvez para que pudesse ser reconhecida a capacidade feminina q era muito negada. Para mim, essa negação de diferenças, foi o caminho errado e em todos os campos todos perdemos com isso.
Se cada artista, em cada período de sua vida, é influenciado pelo seu humor, pelo seu dia-a-dia, pelos contra tempos, etc, como negar a influência do sexo (e da sexualidade) no resultado final de uma obra de arte?
Quanto à tese de Luciane Laponte não a li inteira, mas me parece, mais uma vez, que a perseguição à igualdade está patente.
Olá Afonso,
Obrigado pela sua reflexão, anexo o pensamento de SUSAN ROTHENBERG - pintora - EUA
"Detestaria pensar que se pudesse entrar num espaço e identificar o sexo do pintor. Não devíamos realmente nos preocupar com o sexo de um pintor quando se olha para uma peça de arte".
abçs.
Ola Delma,eu amei topico,estou feliz encontrar voce sua boa ideia de arte diferentes dos outros,nao nos queremos,como somos assim por exemplo Sou deficiente auditiva tem complexo inferior os outros,meu esposo e pastor psiguiatrico e terapeuta me ajudou ser mulher feliz,ele diz para mim fazer o que eu quero ,quero ser empresaria,artista plastica sou pastora das criancas estrageiras sou pastora gosto de ajudar os outros surdos,cegos e paralisticos etc,eu amoo minha almas feridas...eu estou aqui moro com a minha famila abencoada,estou apredendo falar ingles e mimica americana...eu ainda nao descobrir na minha vida o que vai acontecer,eu espero que vou conseguir ajuda-los oi?abrasos Solange
Gosto do que a LYGIA FAGUNDES TELLES falou sobre a arte:
"A arte é uma busca e a marca constante dessa busca é a insatisfação. Na hora em que o artista botar a coroa de louros na cabeça e disser, estou satisfeito, nessa hora mesmo ele morreu como artista. Ou já estava morto antes. É preciso pesquisar, se aventurar por novos caminhos, desconfiar da "facilidade" com que as palavras se oferecem."
abraços à todos,
Larissa
Atualizada em: Thursday, 17 April, 2008 - 14:24
Escrito por:
- Larissa V.
- atriz - escritora - diretora de cinema
- quarta, 16 de abril de 2008 - 20:45
