Tratamento e destinação final do Lixo Orgânico
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O que Voce,a Comunidade em que Voce vive, seu Condominio, seu Municipio faz para o Tratamento e destinação final do Lixo Orgânico? Esse é apenas um problema do Estado? Politico? só nosso?
Escrito por:
- isaac roberto c.
- Diretor Tecnico da Conceito Ambiental Lrda
- terça, 20 de junho de 2006 - 10:10
Ao meu modo de ver, na Comunidade em que vivo não faz muito pela destinação do lixo orgânico. Acredito que não tivemos cultura para que a coleta seja seletiva. Misturamos plástico, vidros, restos de comidas, enfim... Acredito que demora a população aprender sobre a separação do lixo. Também é um trabalho do Estado, do Município, das Associações de Bairro e de todos.
Aproveito para colocar a matéria abaixo que achei muito interessante.
COLETA SELETIVA
área de implantação: Município de Santo André
contato: Maurício Mindrisz
instituição: Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André - SEMASA
endereço: av. José Caballero, 143 - Santo André – SP
CEP 09040-210 (11) 411-9601
O lixo levado a sério
Programa Coleta Seletiva
Em Santo André (SP), a coleta seletiva de resíduos atinge todo o município e a reciclagem é um negócio economicamente viável.
A separação dos resíduos sólidos, com o aproveitamento do lixo orgânico e do material reciclável – papel, papelão, vidro, plástico, alumínio –, ganha cada vez mais destaque como alternativa para a melhoria da qualidade ambiental e para o aumento da vida útil de aterros sanitários, assim como para promover uma mudança nos hábitos da população, ampliando a conscientização ecológica e reduzindo o desperdício.
Tendo em vista esses objetivos, a prefeitura de Santo André, na região do ABC paulista, implantou em 1997 o Programa Coleta Seletiva. A prefeitura pretendia ainda enfrentar os problemas decorrentes da coleta regular de lixo na cidade, como o não atendimento dos locais de difícil acesso, a disposição clandestina dos resíduos em áreas de mananciais e a necessidade de se encontrar uma alternativa econômica para a reciclagem, até então realizada como uma atividade informal.
A implantação do Programa representava um desafio porque, apesar de suas muitas vantagens, a coleta seletiva pode se tornar um processo caro e de difícil adesão por parte da população.
Escrito por:
- Maria C.
- ATUALMENTE APOSENTADA da Ministério da Saúde
- sexta, 23 de junho de 2006 - 23:15
A estratégia utilizada pela prefeitura para implantar o Programa buscou vencer tais obstáculos.
Uma aposta no bom senso
Em primeiro lugar, a administração municipal realizou um levantamento a respeito da infra-estrutura disponível no município para coleta de resíduos sólidos. Na época, constatou-se a existência de tímidas iniciativas para arrecadação de materiais recicláveis, sob responsabilidade de algumas entidades filantrópicas. Havia também o trabalho informal dos “carrinheiros”, que coletavam os resíduos em carrinhos de mão para, em seguida, comercializá-los.
O mesmo levantamento apurou que existiam 17 estações de recebimento de resíduos (áreas para entrega voluntária de material reciclável). Utilizando essa estrutura, o governo começou um trabalho de divulgação para que as pessoas doassem aos carrinheiros ou às entidades filantrópicas o material que poderia ser reciclado ou reutilizado. Ao invés de trocar o material doado por prêmios, vales e produtos alimentícios, como fizeram outros municípios que implantaram a coleta seletiva, a prefeitura de Santo André apostou na conscientização da população.
Ao mesmo tempo, a prefeitura iniciou a melhoria das estações de recebimento e a implementação de novas estações. Trata-se de caçambas fixadas em locais estratégicos da cidade, onde a população deposita o material que, em virtude de sua quantidade ou natureza, não é recolhido pelo caminhão. Uma parte delas passou a ficar sob os cuidados da própria comunidade, especialmente dos ex-carrinheiros, encarregados da limpeza e da manutenção desses locais.
Dessa fase inicial a prefeitura colheu subsídios para um projeto-piloto de coleta seletiva na cidade, procurando a viabilidade econômica do Programa. O pressuposto era que a coleta seletiva só se viabilizaria caso existisse um mercado comprador para os recicláveis.
Realizado num dos bairros da cidade, o projeto-piloto realizava a coleta seletiva de porta em porta, com horário estabelecido para o recolhimento do lixo
Escrito por:
- Maria C.
- ATUALMENTE APOSENTADA da Ministério da Saúde
- sexta, 23 de junho de 2006 - 23:16
orgânico e do material reciclável. Uma grande campanha de divulgação ajudou a esclarecer a população e a vencer eventuais resistências. A partir do projeto-piloto, o Programa Coleta Seletiva se expandiu e atualmente abrange 100% da população do município.
Coletores comunitários
Nos locais em que o custo é extremamente alto para as empresas coletoras, como as favelas e os loteamentos irregulares, a prefeitura implantou o Programa de Coleta Comunitária, um subprograma da Coleta Seletiva. Membros da própria comunidade atendida pelo Programa recolhem os resíduos domiciliares de porta em porta e conduzem-nos para estações de recebimento, de onde são transportados para o aterro sanitário e para a Usina de Triagem.
Os coletores comunitários foram selecionados com base em sua situação socioeconômica e deverão formar uma cooperativa. Eles recebem cerca de R$ 180 por mês e têm também a função de conscientizar a população sobre questões ambientais, informando sobre a importância da reciclagem e a necessidade de recolher o lixo em locais apropriados.
A prefeitura ainda teve de organizar todo o processo de triagem e separação do lixo reciclável construindo, inclusive, as instalações necessárias a esse trabalho. Afinal, era preciso transformar a iniciativa num negócio atraente para as empresas compradoras de recicláveis, que só fazem a compra se toda a estrutura municipal estiver instalada, não se comprometendo nem mesmo a recolher o material nos locais de triagem e separação.
Mas, embora se dispusesse a preparar todas as fases da coleta seletiva, a administração municipal assumiu como diretriz que não deveria participar diretamente da comercialização. Para desempenhar essa tarefa e gerir o negócio, formou-se uma cooperativa a partir do estímulo e da assessoria técnica fornecidos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, por meio do Projeto Incubadora de Cooperativas.
Menos lixo e mais empregos
Hoje, a operação da Usina de Triagem de Resíduos é realizada
Escrito por:
- Maria C.
- ATUALMENTE APOSENTADA da Ministério da Saúde
- sexta, 23 de junho de 2006 - 23:17
pela Cooperativa de Reciclagem de Santo André (Coopcicla), integrada por 74 cooperados. São ex-desempregados e ex-catadores de lixo que, graças ao trabalho de separação e venda dos resíduos, têm uma renda mensal de aproximadamente R$ 350, recebendo também uma cesta de alimentos.
Convênios e parcerias com órgãos públicos, ONGs e empresas da região também contribuíram para a viabilidade econômica do Programa. A Fundação Alcoa, por exemplo, fornece os recursos para o funcionamento de uma Usina de Triagem e Reciclagem de Papel. A empresa Rotedali Serviços e Limpeza Urbana apóia principalmente o subprograma de coletores comunitários e a Pau-Brasil Assessoria Ambiental fornece apoio técnico para a divulgação do programa e para o trabalho educativo junto às comunidades de difícil acesso. A Fundação Interuniversitária de Estudos e Pesquisas – Unitrabalho, por sua vez, atuou na assessoria técnica para a formação das cooperativas, juntamente com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Foram firmados também convênios e parcerias com diversas secretarias municipais e com cooperativas de trabalhadores.
Todo esse esforço resultou no elevado nível de abrangência do Programa. Outros resultados importantes são a diminuição de 20% do volume de lixo destinado ao aterro sanitário do município e a criação de quase 200 postos de trabalho. Com menos lixo e mais empregos, Santo André dá uma lição de consciência ecológica.
JANELA 1
Ao invés de trocar o material doado por prêmios, vales e produtos alimentícios, como fizeram outros municípios, a prefeitura apostou na conscientização da população.
GRÁFICO
A quantidade de material reciclável coletado aumentou mais de dez vezes entre 1998 e 2000 (em toneladas)
1998 – 201
1999 – 1.322
2000 – 2.070
JANELA 2
Outros resultados importantes são a diminuição de 20% do volume de lixo destinado ao aterro sanitário do município e a criação de quase 200 postos de trabalho.
Escrito por:
- Maria C.
- ATUALMENTE APOSENTADA da Ministério da Saúde
- sexta, 23 de junho de 2006 - 23:17
É de muita relevância a matéria apresentada, pórem mostra o quanto nós somos resposáveis para o sucesso desse empreendimento, que alem de ser um projeto social de grande abrangencia, eliminado diversos vetores de doenças, é economicamente viável para qualquer que seja a comunidade, independente da população abrangente, e uma forma de sociabilização das familias "dependentes do lixão", dando-lhes condições de ter uma renda e um forma mais digna de trabalhar, sejam em cooperativas ou associações de classe. É sim, um dever do Estado como um todo viabilizar tais projetos, assim como a sociedade em que vivemos, para emfim o Meio Ambinte sofrer o menos possivel, com o lixo que geramos.
Escrito por:
- isaac roberto c.
- Diretor Tecnico da Conceito Ambiental Lrda
- sábado, 24 de junho de 2006 - 01:21
Isaac, acreditamos que tenhamos a ajuda do Estado.
Há mais ou menos três anos passado eu consegui com que os papelões do meu trabalho não fossem jogados no lixo. Através de contatos com a cooperativa (me parece que é cooperativa), localizada no Sete Portas, o pessoal passou a retirar os papéis e papelões com grande frequência.
Agora tentamos lidar com os vidros vázios de resíduos, tipo Xilol, Formol, enfim... Pois para algumas cooperativas não são úteis.
Os resíduoos são descartados e retirados por transportadora especializada e eliminado pela CETREL, também empresa especializada.
Mas louvável sua opinião, vamos acreditar que teremos um meio ambiente melhor no futuro.
Abraços Maria
Escrito por:
- Maria C.
- ATUALMENTE APOSENTADA da Ministério da Saúde
- sábado, 24 de junho de 2006 - 14:18
