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COMO O RH PODE NÃO DEIXAR QUE A EMPRESA TENHA RESULTADOS! - www.rhcentral.com.br - 15-10-05

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Como o RH pode não deixar que a empresa tenha resultados!

Benedito Milioni
Título estranho, não é? Pois é...

Nesse RH POSITIVO, a "equipe" de redação resolveu compartilhar um fato bem recente, nele buscando mostrar como, por vezes, RH pode estar na exata contramão da sua missão, por falta de sintonia de um que outro dos seus profissionais com aquilo que, pelo menos em tese, defendem com tanto entusiasmo: o cliente! A íntegra já foi publicada no RH.COM.BR, mas é assunto sério demais para deixar os pacientes leitores da série RH POSITIVO sem conhecê-lo.

Um profissional de consultoria recebe uma solicitação de proposta de serviços, como sempre "urgente, para ontem... coisa de quase vida ou morte... os "ômi" da diretoria estão esperando, etc.!" Entrando pela madrugada, eis que o dito profissional prepara uma detalhada proposta para execução de uma série de palestras de sensibilização para a importância estratégica dos clientes, dirigidas para o quadro de colaboradores de uma grande rede de hotéis.

Preparada a proposta, é enviada por e-mail. Passam-se os dias, dez para ser mais preciso, e é dado início a uma série de telefonemas do profissional para a empresa solicitante, na expectativa de uma resposta, qualquer resposta! Nada de uma ou de outra! A pessoa procurada nunca se encontra na sala e não se dá ao trabalho de um contato para, pelo menos, registrar o recebimento dos recados.

Passam-se mais vinte dias e - pimba! - o profissional consegue falar com a pessoa na empresa solicitante que, perguntada sobre a proposta, responde de forma displicente: "Ah! A sua proposta, né? Pois é...Num deu, né? A gente já fez as palestra (sic) e foi com outra consultoria, né? Fica para uma próxima, né? Tudo bem?". O profissional agradece polidamente, embora estivesse sentindo ferver o sangue, com vontade de carregar a displicente gestora de RH com os mais ácidos vitupérios e maldições jamais proferidas, mas existem regras de cortesia e a necessidade de auto-controle...

Passam-se mais uns quinze dias. O profissional em questão é convidado a fazer uma visita em uma grande organização da mesma cidade daquela empresa que solicitara a sua proposta. Debate daqui, negocia dali e o negócio é fechado: uma série de eventos de treinamento gerencial, envolvendo oito turmas, com dois dias de trabalho para cada uma. A empresa menciona o nome do hotel escolhido para sediar os trabalhos (um daquela rede, daquela rede!), pedindo o aval do consultor o qual, é claro, não foi dado. O profissional recomenda um outro hotel da cidade, sendo imediatamente aceita a sua sugestão, ratificada pelo preço melhor e mais serviços adicionais.

Resultado do atendimento displicente a um potencial fornecedor, na verdade um cliente mais que real: o faturamento perdido por aquela rede de hotéis (aquela, aquela!), foi, entre diárias de locação de salas e equipamentos, refeições e outros serviços, de R$15.000,00.

Pois é... Emblemático, não? Dá para pensar a respeito, não é verdade? Às vezes, a "galera" de RH trata os fornecedores de serviços como se fossem o "vice tróço do sub-tréco" , esquecendo-se de que, um dia, poderá precisar de um deles e que, como nesse caso, o fornecedor É CLIENTE, com o poder de dizer EU É QUE NÃO QUERO OS SEUS SERVIÇOS!


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Escrito por:

João Honorio S.
Consultor Corporativo da Prevident Assistência Odontológica S/C Ltda
sábado, 15 de outubro de 2005 - 21:55
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Você tem toda razão João,
Existem diversas maneira que o RH pode atrapalhar o bom desenvolvimento da empresa. Tendo o foco correto, ele se torna um departamento etratégico de soluções porém o oposto também é verdadeiro. Um bom exemplo disso é o que aconteceu este ano com o BANK BOSTON que é uma empresa que todos os anos está entre "As 150 Melhores Empresas Para Trabalhar" da revista exame. Este ano porém eles não estão presentes no ranking, conversei na semana passada com algums profissionais do Bank Boston e todos tinham as mesmas queixas sobre o RH, e um dles usou o termo "eles estão sempre remando contra a correnteza" se os profissionais que estão presentes no RH não estão engajados com o desenvolvimento da empresa acontece o que vc citou acima, por isso na hora da contratação, mais importante do que está escrito no currículo do candidato é o que está escrito em seu coração e algumas perguntas estratégicas nos ajudam a conhecer seus reais intentos.
um forte abraço e parabéns pelo artigo
Ricardo Negreiro
(11)9658-5210
negreirorm@yahoo.com.br

Escrito por:

Ricardo N.
Analista de RH da MSX International do Brasil
segunda, 17 de outubro de 2005 - 10:14
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Esse artigo revela o nosso cotidiano de prestador de serviços.
Isso acontece independente do tamanho ou tradição da empresa cliente.
E o pior, ainda usam nossas propostas para fornecer a outros concorrentes visando direcionar a contratação....
Tem de tudo....
Fica interessante quando o profissional cliente sai da empresa e vira profissional de prestação....
abraço a todos.
lucio - alcance

Escrito por:

LÚCIO G.
Diretor da ALCANCE CONSULTORIA E TREINAMENTO S/C LTDA
segunda, 17 de outubro de 2005 - 12:02
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Olá Pessoal,
O Milioni é um mestre dos "causos". Sempre tem uma história para contar. Coincidentemente, hoje, fui visitar um cliente que estava com uma necessidade de treinamento para um pessoal que atende público no limite do stress. Duas profissionais de RH da empresa, uma estagiária e eu. No início da conversa, falamos de amenidades. Quando entramos no assunto comecei a perceber que as duas analistas não se entendiam quanto qual era a real necessidade do cliente interno. Uma delas pediu para fazer a proposta pois tinha certeza que era o que ela estava dizendo e que o cliente tinha pressa, a outra por sua vez achava que não era realmente necessária a proposta pois não era bem aquilo que estavam precisando. A pobre da estagiária com os olhos arregalados , sem entender nada do que acontecia. Deixaram-me na sala durante alguns minutos com a estagiária enquanto iam verificar com o cliente delas se poderiam agendar outr reunião com a presença dele. Enfim terei que voltar na quartapois saí de lá com a nitida impressão de que algo não caminha bem no RH, será que é o reflexo da empresa? Depois da quarta-feira volto e conto para vocês quais foram os resultados, se houverem.
Um abraço
Armando

Escrito por:

Armando P.
Diretor- Proprietário da Pensare Consultoria
segunda, 17 de outubro de 2005 - 21:21
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Já conhece o Currículo Online?

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Grande abraço!

Escrito por:

Ricardo S.
Analista de Testes da CWI Software
quinta, 09 de dezembro de 2010 - 23:16
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