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Negociação, filme "12 homens e uma sentença"

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treinamento e desenvolvimento,
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Olá, alguém saberia me indicar conteúdo sobre Negociação, preferencialmente sobre o filme "12 homens e uma sentença", pois preciso deste material.

Desde já agradeço.

Beijos

Escrito por:

Clécia O.
Securitária I da Capemisa
domingo, 05 de novembro de 2006 - 20:14
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O filme conta a estória de um garoto de 18 anos que está sendo julgado por ter assassinado com 9 facadas seu pai, depois de uma briga no quarto de casa. Este vai a julgamento e o filme se inicia com o juiz pedindo para o Júri decidir sobre culpado ou inocente. 12 Homens. 12 Homens vão decidir o destino de um adolescente de 18 anos. Eles vão escolher se este vai para a cadeira elétrica ou se este vai ser inocentado. Esses 12 Homens tem o poder de um verdadeiro deus para o garoto. As palavras deles vão decidir se este vai morrer efêmeramente ou se este é inocente. O Júri deve decidir em UNANIMIDADE para o garoto ser eletrocutado ou inocentado. Não há meio termo e não há 11 votos a 1. É tudo ou nada.

12 Homens em uma sala. Eles nunca se viram e não sabem nada um sobre o outro. O presidente do Júri pergunta quem o considera culpado. 11 mãos ao alto. 1 homem, O Senhor Número 8, interpretado de uma maneira absurda, inimaginável por Henry Fonda não levanta a mão, ele não o considera culpado. Desde então, surge no filme uma verdadeira batalha de nervos, onde homens com as mais diferentes personalidades e interesses são postos num mesmo lugar, devendo decidir sobre a vida de um ser humano. Uma batalha psicológica construída meticulosamente, de modo tão incrível que é difícil imaginar como foi o processo de criação daquele roteiro, praticamente perfeito.

Os 11 começam a atacar furiosamente o Sr Número 8, indignados com a sua ousadia contra o grupo. É simplismente loucura ele querer inocentar um marginal de 18 anos que assassinou fria e cruelmente seu pai. Davis (Henry Fonda) começa então uma linda e fantástica batalha verbal, onde tenta mostrar que na verdade não existe verdade absoluta e que pode haver um engano em todo esse processo. O modo como este argumenta e mostra suas idéias de modo organizado e não sendo verborrágico é incrível. Eu fiquei completamente embasbacado com tamanha capacidade.

Escrito por:

Roberto R.
Palestrante/Escritor/Consultor da Projeto Sole Mio
segunda, 06 de novembro de 2006 - 08:11
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continua...

Ele é diferente dos 11 outros. Ele é minoria. Ele tenta mostrar os fatos, não se ligar apenas em emoções passadas ou em jogos de baiseball. Este mostra de modo lento e muito bem centrado todos os possíveis argumentos dos outros 11 e os quebra, um a um, galgando fatos, ocasiões, recompondo as cenas do crime e vai montando um verdadeiro quebra-cabeças mental que vai escandalizando e ao mesmo tempo convencendo os outros, um a um, dobrando seus argumentos e mostrando-os que a verdade é uma coisa mais do que paradoxal. Ela é um verdadeiro paradoxo, não existe verdade. Tudo depende do modo como se olha para um determinado fato.

Escrito por:

Roberto R.
Palestrante/Escritor/Consultor da Projeto Sole Mio
segunda, 06 de novembro de 2006 - 08:11
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Clecia ,

Lhe enviei um resumo do livro "Como chegar ao sim" de Willim Ury , com ele vc terá um a bom material sobre negociação.


Sucesso


Roberto

Escrito por:

Roberto R.
Palestrante/Escritor/Consultor da Projeto Sole Mio
segunda, 06 de novembro de 2006 - 08:22
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Clécia, Vou dividir a minha contribuição em três partes. Caso necessite de mais informações favor contatar-me pelo e-mail: sergio.hope@petrobras.com.br , pois este é um dos meus filmes prediletos quando ministro cursos de negociação.
PARTE 1
Doze jurados devem decidir se um homem é culpado ou não de um assassinato, sob pena de morte. Onze têm plena certeza que ele é culpado, enquanto um não acredita em sua inocência, mas também não o acha culpado. Decidido a analisar novamente os fatos do caso, o jurado número 8 (Henry Fonda) não deve enfrentar apenas as dificuldades de interpretação dos fatos para achar a inocência do réu, mas também a má vontade e os rancores dos outros jurados, com vontade de irem embora logo para suas casas.
Inicialmente realizado como uma produção para tevê, o filme acompanha um júri composto de doze homens que devem julgar um jovem porto-riquenho acusado de ter assassinado seu próprio pai. Para o veredicto final, a votação tem que ser unânime e, se for considerado culpado, a lei determina para estes casos que o réu seja condenado à morte.
Rapidamente, onze dos jurados votam pela condenação. Um deles %3 o arquiteto Davis, interpretado por Henry Fonda %3 é o único que quer discutir um pouco mais antes de dar a decisão final. Afinal, estavam decidindo se uma pessoa, um jovem , viveria ou morreria. Enquanto Davis tenta convencer os demais jurados , o filme vai revelando a característica de cada um %3 o estilo e a história de vida, as atividades, as motivações e a influência no grupo %3 mostrando o que os levou a tentar considerar o garoto como culpado e a desnudar os seus próprios (pre)conceitos.
Cada um dos jurados tem origem, condição social e idade diferente e, como não podia deixar de ser, diversos tipos de personalidade: entre os doze, há o tímido, o intelectual, o idoso, o de origem humilde, o imigrante, enfim , cada um é um ser único e está ali para decidir sobre o destino de outro ser humano.

Escrito por:

Sergio P.
Administrador da Hope Consultoria
segunda, 06 de novembro de 2006 - 13:44
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PARTE 2
Quando Davis, com sua persistência e persuasão, vai fazendo com que cada um reveja os seus votos, passam a emergir no grupo os aspectos individuais. Ao mudar o seu voto, cada um terá evidentemente que rever conceitos e vai querer que sua decisão seja respeitada. Nesse processo, é inevitável que as características da personalidade de cada um comecem a aflorar, surgindo então os conflitos e as emoções que exercem influência no comportamento das pessoas, bem como as variáveis que normalmente permeiam as relações dentro de um grupo altamente diferenciado.
A trama prossegue sem se preocupar em mostrar se o réu é culpado ou não , mas sim se uma pessoa pode ser julgada por seus semelhantes com base apenas em evidências circunstanciais e suposições. O filme mostra a fragilidade estrutural e a complexidade de um grupo constituído de pessoas comuns, já prenunciando um estilo que iria predominar em quase toda a obra futura de Lumet : os padrões éticos que confere ao comportamento dos seus personagens e a forma de mostrá-los, sempre envoltos na condição humana.
São 95 minutos de filme, passados o tempo todo numa pequena sala. É quase como se tudo ocorresse em tempo real . O calor e a falta de ventilação %3 artifício utilizado pelo diretor, ampliam o clima claustrofóbico. Há uma variação de planos fechados, mostrando a expressão dos atores de vários ângulos, na medida em que cada jurado vai desnudando a sua personalidade.
A tensão crescente vem muito mais do conflito de personalidades entre os personagens e no atrito dos diálogos do que propriamente da ação. Na verdade, a lógica, o preconceito e a emoção dominam o tempo todo o campo da ação, com o núcleo se situando sempre na questão relacionada com a responsabilidade inerente à possível condenação de um jovem à morte e não na preocupação de esclarecer um crime.

Escrito por:

Sergio P.
Administrador da Hope Consultoria
segunda, 06 de novembro de 2006 - 13:47
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PARTE 3
Doze Homens e uma Sentença é um estudo magistral do comportamento de grupo, através do enfoque do procedimento dos 12 jurados com suas diferenças culturais, pessoais e de formação, expressas em seus valores, preconceitos e falsas certezas .
O filme mostra também os fatores críticos envolvidos no processo decisório, evidenciando como as pessoas trazem para o grupo e para a tomada de decisão seus padrões, condicionamentos e história de vida ; evidencia as diferenças individuais que levam as pessoas a, na análise de um mesmo fato, visualizarem ângulos e verdades diferentes; e analisa a capacidade e características do processo de negociação.
O roteiro excelente de Reginald Rose e a fotografia do ótimo Boris Kaufmann são fundamentais para acentuar o clima asfixiante no grupo de jurados e também nos espectadores.
Considerado uma obra de grande valor humanista, o filme deu a Lumet o Urso de Ouro de melhor diretor, e ganhou também o prêmio da crítica internacional (Fipresci) e o da Organização Católica Internacional para o Cinema (Ocic).

Escrito por:

Sergio P.
Administrador da Hope Consultoria
segunda, 06 de novembro de 2006 - 13:48
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Olá Roberto,

Obrigada por enviar-me aquele material no e-mail, retornei no seu.

Beijos e SUCE$$O,

Clécia Oliveira

Escrito por:

Clécia O.
Securitária I da Capemisa
segunda, 06 de novembro de 2006 - 19:51
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Oi Sergio,

Que bom que você também gosta deste filme, obrigada pela dica!

Retornei no e-mail.

Beijos e SUCE$$O,

Clécia Oliveira

Escrito por:

Clécia O.
Securitária I da Capemisa
segunda, 06 de novembro de 2006 - 19:54
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Olá pessoal que tem acessado este tópico, se tiverem algo a dizer sobre este tema fiquem a vontade, será de suma importância, acreditem!!!
Vale dizer que a maioria, em muitos casos vence, porém, se um acredita e busca a verdade, como foi no filme, o jogo do "ganha, ganha" pode ser mudado, graça a Deus, para o bem comum.

Beijos.

Escrito por:

Clécia O.
Securitária I da Capemisa
terça, 07 de novembro de 2006 - 19:59
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