Os primeiros folhetos
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Os primeiros folhetos foram impressos no final do século XIX. Contrariando as previsões mais pessimistas de alguns estudiosos do gênero, o cordel continua com grande aceitação junto ao seu público, apesar da concorrência com os outros meios de comunicação.
O cordel é composto por estrofes e versos cuidadosamente construídos em relação à métrica e ao ritmo, sendo sua tematica de natureza jornalistica, autobiográfica ou ficcional. Determinados assuntos são recorrentes e foram amplamente explorados pelos diferentes poetas. Destacam-se aqueles sobre temas como Lampião e a saga do cangaço, o suicidio de Getúlio Vargas, amor e sexo, encontros de sertanejos com figuras fantásticas ou com o demônio, a vida de Padre Cícero e seus milagres, dentre outros. Mas o cordel vai muito além. Há folhetos que relatam a chegada do homem à lua, as visitas de papas ou de representantes de outras nações ao Brasil, ou que tecem críticas à atuação de políticos. Outros elementos característico ao cordel é a xilogravura de suas capas que, por si, constitui importantes expressões artística da cultura popular.
Temas relacionados à saúde são comuns no amplo leque de interesses dos poetas cordelistas. Plantas medicinais, receitas caseiras e medidas profiláticas aparecem com frequência nos versos de cordel. Atentos ás notícias e vorazes consumidores de eclética literatura, poetas de cordel reinterpretam o conteúdo médico-cientifico do que lêem e produzem versos dedicados a temas de saúde pública.
Escrito por:
- Maria C.
- ATUALMENTE APOSENTADA da Ministério da Saúde
- domingo, 26 de novembro de 2006 - 23:10
