Madagascar: o filme
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É isso mesmo Cida!
O filme é uma ótima lição para aqueles que se julgam "leões" em ambientes controlados e organizados. Quando, no filme, Alex se dá conta que ele é que precisa ser motivado a questão começa a se complicar. Todos nós precisamos dos outros! Ninguém é 100% o tempo todo e a realidade não dá pausa para reabastecimento de motivação...rs
Uma boa lição!
Abraços!
Escrito por:
- Ubiratan C.
- Professor de Geografia da Escola Particular e Pública
- segunda, 28 de novembro de 2005 - 18:35
(artigo anexado)
Escrito por:
- Ubiratan C.
- Professor de Geografia da Escola Particular e Pública
- segunda, 20 de fevereiro de 2006 - 20:28
Ubiratan,
Muito importante a conclusão de que alí, todos, tinham um papel importante e, o resultado maior, sempre é conquistado pela equipe.
Cada um nas suas característica e com suas habilidades, pode se adaptar, evoluir e melhorar à medida que supera os desafios.
Excelente!!!
Editada em: sábado, 26 novembro, 2005 - 05:00
O filme é fantástico! Pode ser perfeitamente usado como um belo comparativo do processo de transição que todos nós passamos quando saímos de um ambiente de conforto no qual as condições nos são favoráveis para um ambiente selvagem ao qual as condições não são controladas por nós. Ou seja, pode ser um belo comparativo entre a transição daquele que é empregado de uma empresa e tornar-se-á futuramente um empreendedor.
A história gira em torno de quatro personagens muito engraçados. O leão Alex é típico empregado de multinacional que se julga o máximo sem se dar conta de que grande parte do seu empreendedorismo e da sua motivação se deve as condições favoráveis que a empresa cria. O leão Alex é tipo empolgado, todo motivado que gosta de dar conselhos aos outros de como agir e galgar postos dentro da empresa. Ele é, resumidamente, a estrela do time.
A zebra Martin é aquele tipo de funcionário que tem o desejo de sair da rotina indo além do cotidiano, mas se vê (literalmente) limitado pelo ambiente em que vive: o zoológico. É o tipo de cara que faz o melhor que pode no trabalho dele, mas não se empolga muito com o sistema da empresa. É do tipo que se vê limitado pelas circunstancias as quais a empresa o coloca, mas no fim faz bem o seu trabalho.
O hipopótamo Glória é do tipo faço o que pintar na frente que não questiona muito a respeito da natureza das coisas, mas vive de resolver problemas do momento. Seria, mais ou menos do tipo, trabalho bem e curto a vida o que mais poderia querer. A girafa Nelman é aquele cara que tem conhecimento sobre muitas coisas, mas tem pavor de decisões de qualquer tipo resistindo a mudança, mas aderindo a ela rapidamente no primeiro sinal de que ela é segura. É típico cara que tem medo de tudo, mas acompanha se tiver alguém para motiva-lo a isso. Os quatro personagens podem ser encontrados facilmente em qualquer empresa.
Toda a aventura começa quando a Zebra Martin toma a iniciativa de ser empreendedor e buscar novos horizontes que vão além do zoológico. Ele quer conhecer o seu potencial na selva, tal como um empreender deseja conhecer seu potencial lidando direto com o mercado. Ironicamente era o leão Alex que resistia a idéia de se aventurar na selva porque entendia que não havia nada de errado com o zoológico tal como muitos não vêem nada de errado em ser empregado e ter horário para as atividades cotidianas.
O fato é que o Leão Alex, tal como muitos de nós, só se sente o maioral quando esta em um ambiente controlado. Quando estamos em um ambiente assim nós também rugimos, nos exibimos, somos auto-confiantes e mais do que isso, somos os reis da auto-confiança tal como Alex. Isso não é de todo mau porque ao menos o leão Alex tem consciência de suas limitações apesar de não assumi-las em público. No entanto, podemos dizer que é um fator limitante do potencial do felino. Claro que não podemos dizer que Zebra Martin é o empreendedor. Ela mal sabe o que é de fato a selva, mas ele entende que é possível explorar novos horizontes. Isso lhe confere uma qualidade que é fundamental para o empreendedor: ousadia.
Isso mesmo! Parte da ousadia da Zebra Martin vem do fato de que ele mal sabe o que é uma selva. Os outros dois personagens são levados pelos eventos, no entanto há um claro conflito entre a Zebra Martin e o leão Alex a respeito de segurança-emprego versus ousadia-empreendedorismo.
Quando, por uma série de circunstâncias, os dois se vêem dentro da selva a divergência começa a ficar ainda mais séria. O leão Alex, tal como aqueles que se acostumaram a lidar apenas com situações na qual tem o controle total, se sente inseguro e raivoso. A zebra Martin se sai bem melhor, pois ela se adapta rapidamente e começa a (literalmente) inovar. Enquanto o leão Alex procura remediar a situação buscando formas de voltar a situação de segurança-zoológico a zebra Martin já se adapta a selva e constrói acomodações. Em pouco tempo o insegura girafa Nelman e a disposta hipopótamo Glória, que antes haviam tomado partido pela volta a segurança-zoológico, aderem para a opção ousadia-selva.
O leão Alex tenta se adaptar, no entanto o seu instinto começa a aflorar. Ele não consegue viver sem se alimentar de carne. A carne pode ser entendida como aquela segurança de um bom salário mensal que a empresa (zoológico) antes pagava a ele. Tanto a zebra Martin, quanto a girafa Nelman e o hipopótamo Glória podem se adaptar as novas condições financeiras momentâneas, mas o leão Alex não consegue. Logo ele se volta contra seus amigos querendo literalmente devora-los tal como acontece com aquele empreendedor que não ganha uma fortuna logo no primeiro ano. O leão Alex, não atendido em suas reivindicações salariais-materiais começa a se isolar e ficar deprimido. Ele já não consegue ser o motivador de antes diante da situação de escassez.
Todos os efeitos colaterais de um empreendedor no começo de carreira podem ser vistos comicamente nas transformações do leão Alex. O medo da transição da segurança para a ousadia; a rápida passagem da ousadia e empolgação inicial para o medo e a depressão frente aos primeiros desafios que se estendem. No final há uma lição tremenda para todo o empreendedor: seu sucesso não depende apenas do seu instinto (Alex era um leão), mas depende profundamente da equipe que lhe auxilia a desenvolve-los e controla-los. Você pode não achar a importante um funcionário zebra porque é ingênuo, ou um funcionário girafa porque é medroso ou mesmo um funcionário hipopótamo porque não faz reflexão, mas na hora das dificuldades são estes que podem lhe auxiliar a tomar o rumo certo....
Esse filme também fornece elementos para uma ótima palestra!
Artigo: Madagascar: o filme : Do conforto do emprego à selva do empreendedorismo
Autor: Ubiratan Carlos Machado
Atividade profissional: professor, palestrante e escritor
Contato: conteudousp@yahoo.com.br
Escrito por:
- Cida C.
- Comercial da Merkado Digital
- terça, 19 de outubro de 2010 - 21:11
