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POLICIA BUSCA MULHER QUE APLICA "CONTO DO EMPREGO" - 26-11-05

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POLÍCIA BUSCA MULHER QUE APLICA "CONTO DO EMPREGO"

A polícia está, há três meses, à procura de uma mulher que tem aplicado golpe em garotas à procura de emprego. Apresenta-se como psicóloga e diz que trabalha no setor de recursos humanos do Banco Safra, da Avenida Paulista, centro de São Paulo. Depois de tomar dinheiro da vítima, recomenda que vá à agência daquele banco para entregar a documentação a uma funcionária chamada "Paula". Aí, a vítima descobre que a tal funcionária não existe e que caiu num "conto do vigário".

A estelionatária é descrita como sendo morena, ligeiramente gorda, pele cor de jambo, aparentando 45 anos, com cabelos pretos e volumosos à altura dos ombros. Quatro vítimas já registraram queixa no 78º DP - Jardins, mas suspeita-se de que o número de jovens, sempre mulheres, enganadas por ela, passe de 20.

Uniforme caro
Uma estudante, residente no Imirim, zona norte, afirma que essa mulher se aproximou de sua mãe, afirmando residir numa rua próxima e ter sabido por vizinhos que a filha estava à procura de emprego. Disse chamar-se Marcia e que havia uma vaga no setor administrativo do banco onde atua como psicóloga. Em seguida, se propôs a apresentá-la à pessoa que poderia contratá-la.

Estavam a caminho, quando a mulher informou à garota que seria necessário comprar o uniforme para começar a trabalhar imediatamente. Seu custo seria R$ 1.200,00, mas esse dinheiro seria reembolsado pelo próprio banco em três dias. Mesmo desconfiada, a estudante foi a uma agência do Bradesco, na Avenida Paulista, com a golpista, mas, antes de retirar a quantia, afirmou que havia esquecido a senha do cartão bancário e que precisaria telefonar para a mãe para perguntar. Em vão a estelionatária tentou impedir a ligação.

Mãe alerta
A mãe, que já havia perguntado na vizinhança se alguém conhecia a tal mulher, alertou a filha de que ela poderia ser uma criminosa. Ao desligar, a estudante se recusou a apanhar a quantia, e a golpista, para escapar, disse que, mesmo assim, iria apanhar o tal uniforme e que ela fosse à agência do Safra procurar por "Paula".

Bastou dizer esse nome, para que a garota fosse informada, na agência, de que cerca de 20 mulheres já haviam caído nesse golpe. Há casos em que ela exigiu R$ 1.500,00 pelo tal uniforme. A polícia obteve denúncia de que a tal mulher obtém informações sobre vítimas em potencial em salões de cabeleireiras de bairros.

Desta vez, porém, além de não ter conseguido enganar a estudante, sua imagem foi registrada por câmeras do circuito interno do Bradesco, onde esteve com a estudante. A polícia já obteve fotografias retiradas da fita gravada. Outras vítimas têm trocado informações a respeito, pela internet, e estão prontas a reconhecê-la assim que alguma suspeita seja apanhada pela polícia.

Escrito por:

João Honorio S.
Consultor Corporativo da Prevident Assistência Odontológica S/C Ltda
sábado, 26 de novembro de 2005 - 15:39
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