Não basta investir em um bom negócio, diz Tarpon - Finanças - Portal EXAME
Separar o que é apenas um bom negócio do que é realmente um bom investimento tem sido, desde 2002, o grande desafio dos gestores da Tarpon, uma das duas únicas gestoras de recursos do Brasil a ter ações negociadas na Bovespa - a outra é o GP. Com 2,5 bilhões de dólares sob administração, o time da Tarpon está à caça de empresas de capital aberto ou fechado que sejam promissoras, mas que, naquele momento específico, estejam sendo enxergadas com pessimismo pelo mercado por algum motivo. Em geral, esse é o caso de boas empresas que tenham ações com baixa liquidez, uma governança ruim ou uma estrutura acionária complexa.
"Queria eu dizer que inventamos essa filosofia de contramão", diz Pedro de Andrade Faria, sócio da Tarpon (a entrevista faz parte da série de conversas com os grandes gestores brasileiros, que também já ouviu executivos da Rio Bravo e da Polo Capital ). Segundo ele, é preciso "gastar muita sola de sapato" e estudar profundamente uma empresa para entender, "já na largada", quando um negócio em si é ruim e quando trata-se apenas de um ou outro problema pontual. A estratégia, no entanto, tem se provado vencedora. A Tarpon acumula um ganho de 36% ao ano desde sua criação em 2002. Entre os casos em que a gestora foi muito feliz, Faria cita o do Pão de Açúcar, que passou de "patinho feio" a "princesa" do mercado nos últimos três anos - e lhe proporcionou lucros extraordinários.
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Escrito por:
- Rodrigo E.
- Diretor Financeiro da Confrapar S/A
- segunda, 22 de março de 2010 - 23:15
