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Casamento por DNA

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Os criadores de suínos e aves foram os primeiros a apostar na tecnologia para melhorar a produtividade dos animais e a rentabilidade das empresas. Técnicas de engenharia genética e softwares especiais modificaram o cenário nesses dois setores, mas sempre encontraram resistência entre os donos dos 170 milhões de cabeças do rebanho bovino nacional. Nos últimos 18 meses, o médico mineiro Sergio Dani tem dedicado tempo e recursos para ser o pioneiro numa nova técnica de acasalamento entre touros reprodutores e vacas dos seus clientes utilizando mapeamento genético. Formado para cuidar de gente, com doutorado na Alemanha, pós-doutorado em biologia molecular no Japão e uma participação no Projeto Genoma do Câncer no Instituto Ludwig, em São Paulo, Dani acredita ter descoberto um filão de negócios na pecuária brasileira. A Excegen, sua companhia, desenvolveu um software especial que cruza amostras de bancos de sêmen dos reprodutores com o DNA das vacas dos clientes interessados em obter mais produtividade da linhagem dos animais. “Parece bruxaria, mas é apenas a boa ciência”, afirma o cientista.

Hoje 94% dos acasalamentos nas fazendas brasileiras são feitos da maneira tradicional. O criador que decide pela inseminação – o que ocorre em apenas 6%
dos casos – compra uma ou duas amostras de sêmen do touro que atende às
suas perspectivas comerciais para o bezerro que vai nascer. Por exemplo, se a aposta é em gado de corte, o pecuarista vai atrás de um reprodutor que garanta à sua linhagem essas características. A resposta só chega entre dois ou três anos, quando o bezerro está pronto para o abate. O cientista da Excegen garante que consegue resolver o mistério bem antes com os códigos genéticos do pai e da
mãe do bezerro analisados pelos computadores da sua empresa. Essa é a prin-
cipal característica da Excegen: uma agência de casamento genético.


Atualizada em: sábado, 25 dezembro, 2010 - 15:05

Escrito por:

Alvaro S.
Empresário - consultor de vendas da Amway Brasil
sábado, 25 de dezembro de 2010 - 15:04
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O cientista tem tanta confiança na sua tecnologia que é capaz de apostar com os
seus clientes que vacas fecundadas com sua técnica conseguem ganhar peso ao longo do tempo acima da média nacional. Ele também busca chancela oficial. Há alguns meses, procurou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e pediu que acompanhassem o desenvolvimento dos bezerros gerados pelo mapeamento genético. “Ainda há muitas respostas que só chegarão com o tempo”. O médico-cientista entende essas questões, mas garante que não está fazendo nada que já não tenha sido testado em outros animais como porcos e aves submetidos a melhoramento genético.
Atualizada em: sábado, 25 dezembro, 2010 - 15:11

Escrito por:

Alvaro S.
Empresário - consultor de vendas da Amway Brasil
sábado, 25 de dezembro de 2010 - 15:10
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