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Como fazer boi, café e soja virarem dinheiro

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Os derivativos agrícolas nasceram da necessidade de os empresários do campo se protegerem das oscilações dos preços. Mas também podem ser usados para investimento da pessoa física. Por não oferecer garantia de retorno, porém, devem ser considerados como investimentos de risco. “Commodities têm algumas vantagens em relação às ações. A primeira, e talvez a maior delas, é a alavancagem, ou seja, investir com menor volume de recursos e ter grande potencial de retorno”, explica o responsável pela mesa de negociação de commodities da XP Investimentos, Tito Gusmão.

“Na Bovespa, compram-se ações e vira-se sócio de uma empresa. Na BM&F, não se compra o boi gordo, mas, sim, um contrato futuro”, destaca o especialista. Na prática, consegue-se investir R$ 1,5 mil em um contrato de boi de R$ 26 mil, por exemplo. Se a valorização for de 10%, significa que o investidor pode embolsar R$ 2,6 mil. Ou seja, se a aplicação foi de R$ 2 mil, tem-se agora R$ 4,6 mil, bem mais que o dobro do dinheiro investido. “Por outro lado, se houver uma desvalorização, você pode ficar até devendo. Por isso, é um sucesso para especular. Diferentemente de ações, a ideia não é formar patrimônio no longo prazo, mas ganhar dinheiro no curto prazo”, afirma Gusmão.

Como surgiu o mercado de derivativos? Em 1942, 82 dos maiores comerciantes de grãos de Chicago uniram-se para criar uma bolsa organizada, a Chicago Board of Trade (CBOT). O objetivo era promover o comércio da cidade e arranjar local adequado para que compradores e vendedores pudessem negociar as commodities. A fundação da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (BMSP) em 1917 é identificada como o ponto de partida dos derivativos no Brasil.

Escrito por:

Alvaro S.
Empresário - consultor de vendas da Amway Brasil
sábado, 25 de dezembro de 2010 - 15:19
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