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TRADUÇÃO DE EMBALAGENS

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design embalagem

Nesses dias de globalização, sabemos o quanto é importante uma tradução harmoniosa e que chame a atenção do consumidor de outros países. Meu questionamento não é sobre a tradução em si, mas o que percebemos quando vamos traduzir uma rotulagem e nos leva a dúvidas na tradução. Vemos às vezes um mesmo produto ou produto de uma mesma linha com rotulagens um pouco diferentes entre si, mas com o mesmo sentido ou "claim". Por que isso acontece: falta de padronização no momento da redação ou a "despadronização" é intencional para o público-alvo? Tenho ciência de meu desconhecimento sobre como criar uma embalagem, etc., mas me pergunto se isso que percebo é importante ou não para o texto de rotulagem. No momento de traduzirmos, fica a dúvida: seguimos o original (e consequentemente, o texto em outro idioma ficará despadronizado) ou usamos a mesma frase ou termo que já usamos em outro produto anterior? Gostaria de entender se é realmente importante uma padronização de termos, frases, etc em produtos iguais e similares.

Escrito por:

Fátima S.
Diretora da CTC Consultoria de Traduções
sábado, 07 de julho de 2007 - 16:35
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Fátima,

Os possíveis apelos nas inscrições dos rótulos para que o cliente em potencial fique encantado com o produto estão limitados pela Lei de Defesa do Consumidor (Lei 8078 de 1990) e demais leis e portarias de órgãos governamentais que regulam a produção e comercialização do produto (Anvisa, Inmetro).
Lembramos que, pela Lei de Defesa do Consumidor, é direito do consumidor:
Art. 6 - III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
Já no Art 8 - Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.

Estes são só dois exemplos das limitações a que estamos sujeitos quando do projeto de um rótulo (no sentido genérico). Há ainda a questão do idioma entendido pelo público alvo do produto. Pode ser questionado, por exemplo, o uso do idioma padrão (que seria o absolutamente correto) versus os termos consagrados pela população, talvez nem tão corretos assim mas que, para o público alvo, são de perfeito entendimento.
Daí aparecerem frases do tipo "este produto não é para alimentação" ao invés de "este produto não é apropriado para a ingestão de seres humanos".
Há até quem escreva em embalagens de sabonete que o produto só serve para lavar as mãos, o rosto e tomar banho. Para nós é um exgero. Mas, se pensarmos que vivemos num país enorme e que algumas pessoas ainda não tiveram acesso a uma série de produtos básicos...

Muito bom este seu questionamento.

Um abraço,

Maria Carvalho

Escrito por:

Maria C.
Diretora da JIT Assessoria e Consultoria em Negócios
segunda, 09 de julho de 2007 - 10:43
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