Você está em: Comunidades / /

Microsoft tira do ar blog de jornalista chinês

Tags:

Em termos comerciais a Microsoft não tomou a posição correta? Quem aqui sacrificaria bilhões de clientes por um único cliente? Quem sacrificaria bilhões de pedido por um único pedido? A Microsoft tomou partido do governo chinês por opção ideológica ou por uma questão comercial? Esta óbvio que a decisão foi tomada com critérios comerciais, mas porque a maioria dos internautas concorda com a frase do escritor inglês que afirma:

’’É duro ser um cidadão chinês. Maldita Grande Muralha. Maldita Microsoft”

Quem poderia lidar com uma questão destas dentro de um portal corporativo que abrigasse Bin Landens e uma Al-Qaedas de forma democrática e livre? Quem poderia conter essas brechas que advém do mundo político e permeiam todas as interfaces comerciais. Como explicar aos usuários da Microsoft que são partidários da democracia que esta foi uma opção comercial e não política.

Escrito por:

Ubiratan C.
Professor de Geografia da Escola Particular e Pública
sexta, 20 de janeiro de 2006 - 14:10
responder tópico

Como explicar que uma decisão política como esta (de apoiar o jornalista chinês em sua cruzada por justiça social) pode custar bilhões de dólares (perca de um mercado como chinês que tem bilhões de usuários) e dar uma vantagem competitiva significativa aos concorrentes uma vez que eles não se “queimaram” com o episídio. Agora é claro que a Microsoft sai abalada deste episódio e pode perder centenas de clientes por conta deste apoio (em termos) ao regime ditatorial de Pequim.

Agora o fato é que ela tem uma possibilidade de perder centenas de milhares de usuários por isso, mas é certo que ela perderia bilhões de usuário se defendesse o pequeno rebelde. Gostaria de ouvir a opinião dos partidários da idéia de uma comunidade totalmente democrática e livre na web. Como lidar com o político (público) e comercial (privado) ao mesmo tempo se equilibrando entre um e outro...

Antes de responderem dêem uma olhada nesta fábula de Esopo:

http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/flash/aguiasom.jhtm


Editada em: sábado, 21 janeiro, 2006 - 14:17

Escrito por:

Ubiratan C.
Professor de Geografia da Escola Particular e Pública
sexta, 20 de janeiro de 2006 - 14:11
responder tópico

(artigo anexado)

Escrito por:

Ubiratan C.
Professor de Geografia da Escola Particular e Pública
sexta, 20 de janeiro de 2006 - 15:11
responder tópico

Este é um caso típico de eventos que ocorrem na internet e envolvem interesses comerciais, práticas democráticas e interesses políticos. Essa discussão é uma parte do fórum Comunidades corporativas sem gastar os tubos.

Em tese um blog é um espaço democrático para a exposição aberta de idéias. Em tese em um blog eu posso criticar o Lula e descer a linha no Bush. Em tese esse chinês fez isso. O governo chinês não pode alcança-lo porque ele estava na web onde o direito de livre expressão impera. Esse chinês tinha apoio da mídia internacional e de centenas de milhões de internautas...


A Microsoft nada tinha a ver com a questão política da China afinal de contas ela é uma empresa privada e não trata de assuntos políticos. Mas, de repente seu cliente não entende desta forma e coloca em xeque a posição de neutralidade da empresa: se ela atender a um cliente em especial (o chinês) pode perder (e isto foi uma ameaça comercial e coercitiva) bilhões de clientes em potencial (os chinês do país uma vez que o governo tem o poder de suspender as atividades da empresa no país).


Editada em: terça, 24 janeiro, 2006 - 08:26

Primeira Reportagem: fonte Estadão


O governo de Pequim pressionou e a Microsoft apagou do MSN Spaces o blog de caráter político do jornalista Zhao Jing, que assina seus posts com o nome de Michael Anti.
São Paulo - Até pouco tempo não havia melhor forma de conhecer o que realmente se passava nas entranhas da Muralha da China do que o blog que o jornalista Zhao Jing, que assina seus post com o nome de Michael Anti, mantinha no MSN Spaces.
Os internautas gostavam do que viam. Pequim repudiava. E ficou uma fera quando, recentemente, Jing noticiou que a polícia tinha atirado em agricultores e pescadores de Dongzhou, vilarejo na Província de Cantão, que protestavam contra o valor das indenizações estipulado pelo governo para deixarem suas terras para a construção de uma usina geradora de energia na região.
Logo em seguida, a Microsoft tirou do ar o blog de Anti, admitindo que tinha sido pressionada por Pequim para fazê-lo. "Ocasionalmente, leis e práticas de um país exigem que alguns elementos particulares sejam considerados", justificou um porta-voz da empresa.
O blog de Jing silenciou no dia 31 de dezembro. Mas não sua voz. Ela ecoa em outro espaço online. No Anti.blog , escrito em inglês, o jornalista desabafa: “É duro ser um cidadão chinês. Maldita Grande Muralha. Maldita Microsoft”.
http://www.estadao.com.br/rss/tecnologia/2006/jan/06/102.htm

Segunda Reportagem: fonte Info


Microsoft censura blog de jornalista chinês

Quarta-feira, 04 de janeiro de 2006 - 18h08

SÃO PAULO – A Microsoft admitiu que removeu o blog de um jornalista chinês do seu serviço MSN Spaces, e justificou a iniciativa por sua política de respeitar as leis do país.

O blog, escrito Zhao Jing, também conhecido como Michael Anti, foi apagado dos servidores da MSN no dia 31 de dezembro.

Segundo a empresa, a MSN é comprometida com leis locais que regulam atividades de serviços online para que as experiências de seus cidadãos sejam adequadas aos seus costumes. "Ocasionalmente, como acontece na China, leis e práticas locais exigem que alguns elementos particulares sejam considerados", disse um porta-voz da Microsoft.

A atitude reacendeu debates sobre a necessidade de um serviço hospedado em computadores de um país ter que se adequar a leis de outros. Além da recente polêmica por ter removido o blog chinês, a empresa já vinha sendo criticada por criar uma lista que filtram posts oriundos da China que contenham palavras como "liberdade" e "democracia" Segundo o porta-voz, a Microsoft é um negócio multinacional, e, como tal, tem que se adequar às realidades de países ao redor do mundo.

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012006/04012006-6.shl



Escrito por:

Ubiratan C.
Professor de Geografia da Escola Particular e Pública
terça, 19 de outubro de 2010 - 21:11
responder tópico






Links Relacionados