Você está em: Comunidades / Psicologia Escolar /

Problemas Afetivos - repercussões em sala de aula

Tags:
psicologia escolar,
evolucao,
problemasafetivosemsaladeaula,
inclusao

Realmente essa problemática tem sido responsável por muitos conflitos, funcionando como um refletor em vários campos da vida.

Escrito por:

Deise B.
Estudante
sexta, 13 de julho de 2007 - 18:09
responder tópico

Olá Aderlane, meu nome é Lauro César, na minha concepção, enquanto a sociedade não assumir sua responsabilidade social, e deixar de efetivar ações que sejam o diferencial para parcerias construtivas, a escola e os professores é que pagarão o pato, sendo que se houvesse uma integração concreta com a família, a igreja, a iniciativa privada e o treceiro setor poderíamos gradualmente minimizar e até extinguir os problemas sociais, é preciso sonhar, acreditar e ir a luta !!!

Um Abraço

Lauro César

Escrito por:

Lauro C.
Professor
sexta, 20 de julho de 2007 - 08:52
responder tópico

Olá.

Convido você a participar de minha palestra on line gratuita sobre o tema CRIANÇAS DO AGORA...E AGORA? Dia 04/09 às 20h.

Informaçoes de particpação, encontra-se no link abaixo onde existe uma ficha de isncrição.

http://www.aulavox.com/eventos_2007/_setembro/eliana_k/criancas_agora_gt0409.htm

Se possível, divulgue a teus contatos e comunidades, grata.

Aguardo você.

Abraços

Escrito por:

Eliana K.
Terapeuta Comportamental
segunda, 03 de setembro de 2007 - 18:30
responder tópico

Bom Dia Colegas!

Quando pegamos pela primeira vez nossos bebês no cólo, nós colocamos na realidade da grande responsabilidade que optamos em ter de construi-lo como cidadão.
A base desta contrução esta em nossa concepção de mundo que através de nossa interrrelação com ele, vai colocando "tijolo" sob tijolo na óbra de seu carater.
A base na minha visão é a familia, seus valores e principalmente sua atuação frente a resolução de problemas.
"Se resolvo minhas angustias me alienando através do alcool, é assim que digo ao meu filho que se resolvem problemas. Quando ele estiver em uma situação parecida, vai lembrar da solução de seu ídolo(ser idealizado) e sentindo-se seguro( se meu pai fez assim eu também faço) vai seguir o mesmo caminho de soluções.
Exemplos na familia ou referênciados como ideais, são pilares fundamentais na personalidade.
A escola vem checar estes fundamentos quando os coloca no social.
É notado que a maioria dos problemas das crianças só "aparecem na entrada da fase escolar".
Os problemas (agora problemas) já estão presentes apenas entram em contraste com o mundo social.
A escola esta para acolher e encaminhar para uma nova solução que permita o caminhar junto e produtivo.

Um ótimo dia de Natal e falaremos no decorrer.

Beijusss

Elisabete Bukascki
www.unirhbrempregos.com

Atualizada em: Tuesday, 25 December, 2007 - 11:04
Atualizada em: Tuesday, 25 December, 2007 - 11:06

Escrito por:

UniRHBR .
Cursos &Treinamento em Recursos Humanos da UniRHBR
terça, 25 de dezembro de 2007 - 11:04
responder tópico

Oi, gente.
Esta questão é muito abrangente. Seria interessante se fizéssemos alguns focos para ampliar a discussão - aliás, está sem a autoria inicial...
Gosto de trabalhar sob a perspectiva da problemática. Assim, proponho que fechemos um pouco mais a questão com um exemplo:
Como lidar com uma criança, na faixa de 9 a 10 anos, que não consegue estabelecer relações afetivas em sala de aula com colegas e professora porque está extremamente agressiva, bate em todos (inclusive na docente), fica embaixo da mesa quando é hora da correção da tarefa (porque não a realizou), apresenta comportamento opositivo desafiador, é inteligente, não falta à escola e, quando a mãe é convidada a comparecer para conversar, não vai porque acha que o problema é do pai, que a engravidou sem ela desejar e ambos já estão separados, cada qual com um novo núcleo familiar formado, estando esta criança sob os cuidados de uma tia materna que trabalha fora o dia todo, ficando 'pr' (um nome fictício) sozinho em casa durante a tarde toda até que a tia avó chegue? O pai também não comparece à escola porque "trabalha" e a responsável (tia avó), diz o mesmo.
Pr, assim, parece só ter a escola...
O caso é real, ok? E aí? Vamos falar dos sentimentos e do desenvolvimento afetivo de 'Pr'?
Quem se manifesta?
Tereza

Escrito por:

Tereza C.
Pedagoga / Psicopedagoga
domingo, 06 de janeiro de 2008 - 19:29
responder tópico


Tereza, aí vem uma mulher de 55, mãe, avó, divorciada, educadora na formação e que ama crianças.

Retrago a frase da Elisabete: "A escola está para acolher e encaminhar para uma nova solução que permita o caminhar junto e produtivo."

Conheci alguns anjinhos agressivos (ao mesmo tempo em que batiam, choravam) que andavam de quatro sob as mesas, ora imitando animais, ora se escondendo, mesmo.

O que é o drama de uma criança assim! Inimaginável, em seu pequeno universo!

O que fazer? Não é mais pequeno para poder se acalmar no aconchego dos braços, nem aceita isso. O tempo do professor é diminuto. Lembro do que Madalena Freire me ensinou: Conquista! Conquista aos poucos, do jeito mais próximo que o dele. Vai ganhando terreno aos poucos. Tenta, sem te importar com o resultado!

Quem vai substituir uma família ausente? Família? Nessa desestruturação toda, será que há família? Pelo menos ele tem referências.

E.minha querida Educadora, pode ter certeza: o apoio, o carinho, o entendimento que essa criança receber de uma profe como tu, ela vai lembrar sempre, vai se tornar um referencial de vida.

Façamos os nossos grãos de areia... o que mais nos cabe?

Com carinho!
Marise Jalowitzki
Porto Alegre - RS

(Recebi o convite do Sergio R. para conhecer a comunidade. Valeu a pena, Caro Sergio!)

Abraços!

Escrito por:

Marise J.
Consultora/Escritora
terça, 05 de fevereiro de 2008 - 23:24
responder tópico

Pois então, Marise e demais...

Como eu temia, 'pr' deixou a escola. A mãe alegou que iria matricular o filho numa escola mais próxima de sua casa...
Penso que não devemos refletir apenas sob o ponto de vista da "responsabilização e da culpa" desta família. Isto é, não imaginamos o nível de dificuldade dos pais para assumirem o não-amor pela criança, que é o que parece ocorrer num primeiro momento. É difícil dar o que não se tem. É difícil mexer em feridas abertas, não é mesmo? Eu gostaria de ter podido atender esses pais...
Gostaria de ter tido mais tempo com a criança, a qual já havia iniciado o fortalecimento de laços de confiança comigo.
Compreendo que temos limitações, mas, não é simples ver uma criança que anseia por apoio não poder receber ajuda.
Mas isso faz parte e temos que ir em frente. Acho que por temer o fechamento dos pais diante das emergências, pequei leve demais, sabe? Aliás, jamais saberei.
Abraços,
Tereza Cristina

Escrito por:

Tereza C.
Pedagoga / Psicopedagoga
quarta, 06 de fevereiro de 2008 - 13:50
responder tópico


Tereza e outros colegas!
Continuando com "pr" e a intrincada teia de relacionamentos que envolvem os seres humanos.
Já ouvi mãe dizer que vai largar de mão o(a) filho(a)infanto-juvenil, que não vai mais se importar, largar a terapia da criança... e o que está por detrás? Uma TREMENDA impossibilidade de relacionamento fortuito com a criança, uma vontade imensa de que ela "fosse normal", de que ela amasse a mãe como a mãe queria ser amada!

Até onde podemos interferir? Uma criança asim, quando chegar ao estágio adulto, estará sempre na corda da ambiguidade, ora pendendo para o amor-dependência, que requer (e por vezes escraviza), ora pendendo para o ódio-dependência, que culpa e rejeita... difícil! Até onde vai o papel do educador?

Quando referencio Madalena Freire, não posso deixar de lembrar um relato marcante que ela fez em um congresso, sobre uma menina que não falava, que só grunhia, que se arrastava no chão e comia com a boca, sem o auxíli com as mãos. A família, definitivamente, a havia abandonado, dado como "caso perdido". Madalena levou meses e meses, mais de ano, para, num relato emocionado, contar-nos como conseguiu alguma resposta mais "normal" da menina, após investimentos suaves, lentos, persistentes, para conquistar a menina.

Com certeza, o tempo é fator de acessibilidade efetiva. Quando este tempo é "roubado", a sensação de perda, a impressão de não haver feito todo o possíel, aparece com força. Vida! Como é difícil encarar os fluxos, os ciclos, o caminho que tão cedo se delineia para cada um e que, somente alguns, conseguem aprimorar...!

E, quando passa, passa!

Certos? Errados? Também, jamais saberemos!

Abraços
Marise

Escrito por:

Marise J.
Consultora/Escritora
quinta, 07 de fevereiro de 2008 - 20:51
responder tópico






Links Relacionados