Especialista defende novo modelo para propaganda
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"É preciso reinventar a propaganda e esse processo começa com uma verdadeira compreensão da mídia, tarefa que nenhum publicitário parece estar interessado, já que dá trabalho e ainda é possível ganhar alguns trocados com comerciais de TV e anúncios de revistas"
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Oi Diego, qual seria sua sugestão para os profissionais entenderem a mídia?
Escrito por:
- Karina G.
- Diretora de Mídia da GASPAROTTO Inteligência Estratégica
- segunda, 20 de agosto de 2007 - 16:03
Oi Karina. O que o Luli Radfahrer diz é que as Agências, não tentaram ou conseguiram compreender que a mídia Internet é diferente das mídias até então! O jornal, revista, rádio, tv e etc têm um paradigma de se comunicar com uma audiência passiva, porém na web a audiência ouve o que quer e na hora que quer! E mais, agora produz conteúdo.
Assim, o desafio que fica para os publicitários é não trazer as formas tradicionais de anúncio (mídia) para a Web, mas sim repensar os paradigmas de décadas de publicidade. Esse pensamento é fundamental, pois hoje ainda temos Tv e Rádio, mas virá a Tv digital e o Radio Digital, que funcionarão na lógica da web.
Algumas reflexões e tentativas são Buzz Marketing, Marketing Viral, Links Patrocinados, SEO e o meu favorito "Comunicação por Conteúdo".
O maior problema é que o modelo de negócios das agências de publicidade está totalmente apoiado na remuneração pela venda de espaços publicitários. E como esta é uma atividade altamente lucrativa, as agências não estão nem um pouco preocupadas em mudar este paradigma. Eu como produtor também estou batalhando para convencer os anunciantes que o patrocínio de produtos audiovisuais pode ser tão ou mais eficiente que a publicidade tradicional para criar imagem de marca, mas é muito difícil mudar conceitos há tanto tempo estabelecidos e tão fortemente defendidos pelas agências de publicidade tradicionais.
Escrito por:
- Rogerio L.
- sócio - produtor da 3B produções
- terça, 21 de agosto de 2007 - 18:59
Como proprietária e diretora de mídia de uma agência de publicidade no interior de São Paulo, digo que ofereço constantemente mídias diferenciadas para os meus clientes, porém com a visão minimalista e antiga de alguns empresários na cidade, fica díficil convencer os meus clientes. O que ocorre também é que as gráficas desenvolvem material para os clientes, o jornal na ansia pela venda, acaba dizendo aos anunciantes que eles não precisam pagar um profissional para fazer o anúncio, sendo que o próprio pessoal do jornal o faz....
É muito difícil mensurar e mostrar para os empresários o retorno de mídias alternativas...
Rogério, aqui na agência não nos apoiamos apenas nas chamadas bonificação de vendas, muitas vezes nossos clientes fecham sozinhos sua propria mídia, o que dificulta um pouco o nosso trabalho porque não existe o direcionamente correto.
Acredito que em breve consiguirei mostrar aos meus clientes, a importância de novos modelos de mídia que conseguem fixar mais a marca na mente do consumidor...
Escrito por:
- Karina G.
- Diretora de Mídia da GASPAROTTO Inteligência Estratégica
- quinta, 23 de agosto de 2007 - 16:36
Concordo com o Diego.
Hoje em dia a profissão de mídia tem importância tão grande ou maior que a própria criação, em uma agência publicitária. Inclusive, na mídia também há criação. Lembro-me que no Festival Internacional de Publicidade de Gramado, esse ano, Nizan Guanaes comentou sobre isso. É preciso se ter novas idéias, algo que interaja e passe conteúdo ao cunsumidor, levar a criatividade para novas mídias, tecnologias, fronteiras.
Mas Rogério, não podemos generalizar. Há agências que se preocupam sim em criar imagem e valor de marca para seus clientes, sem usar do modelo tradicional de venda de espaços publicitários. Acho muito interessante o marketing de guerrilha, o viral, etc. e as agências devem ter as empresas desses ramos como parceiras na busca da satisfação plena do cliente.
Diego,
Acho que falta informação a respeito do trabalho de marketing ( dentro da empresa ), e o trabalho de mídia ( fora da empresa ). O mídia tem a visão dos veículos que alcançarão o target pra aquele produto a ser anunciado. Se a mídia digital ainda não foi qualificada como mídia de massa ou está baixa na proporção por mil, ou não se tem uma pesquisa eficaz para dar credibilidade ao marketing digital, vamos esperar. No momento que isso acontecer se injeta material. Se o mídia achar que um viral vale a pena, ele com certeza fará uso .
Existe uma perspicácia, marketing e mídia, os profissionais desse ramo de negócio tem este insight.
Escrito por:
- Vladimir N.
- Diretor da Czar Marketing e Propaganda
- sábado, 08 de setembro de 2007 - 13:03
Vladimir
Gostei da sua colocação. É clara, objetiva e ponderada. Parabéns!
bOA nOITE... (gostaram da inversão?)
Diego, já temos um dos maiores bancos privados investindo em MARKETING DE REDE, onde os usuários deste cartão são bonificados em até 8 níveis, são reconhecidos conforme o consumo da sua rede, o banco repassa 1/3 do seu lucro para bonificar os clientes deste cartão.
Agora no final de Maio/2008 estamos atingindo 2.000.000 de cartões com esta marca, isso à apenas 10 meses depois do lançamento...
Só para os senhores e senhoras terem uma idéia vou compara-lo a um outro produto desta mesma entidade, este outro cartão tem um apelo ecológico e um convênio com os maiores defensores do nosso planta, existe desde 2001 e possui pouco mais de 15.000 cartões...
Temos pessoas ganhando mais de 8.000 reais por mês e eu estou chegando aos 500 reais, parece pouco né... mais quanto você ganha pra usar o seu cartão de crédito? (pense nisso)
"Espero que entendam o meu recado, o consumidor quer vantagens..."
Escrito por:
- Eraldo Nazário (.
- Técnico e Professor
- segunda, 26 de maio de 2008 - 00:09
Oi Diego, algumas agências já estão se modificando e criando braços digitais, com a criação de novas agências focadas só em internet.
Algumas agências também criam mídias alternativas, marketing de guerrilha para sair do convencional, mas o problema dessas mídias é combinar uma remuneração justa para a ação, porque às vezes é necessário muita mão de obra para realizalas.
A infectante também acredita na criação de conteúdo, fazemos dois blogs para divulgar um de nossos clientes, a outland(outlandwear.blogspot.com e fotoriodejaneiro.blogspot.com). Dá trabalho mas sai mais em conta e gasta menos tempo do que fazer por exemplo uma revista impressa. abs
Escrito por:
- Bruno F.
- Sócio-Diretor Criação da Infectante.net
- quarta, 04 de fevereiro de 2009 - 11:08
