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SOCORRO! NÃO QUERO TER MEU PRÓPRIO NEGÓCIO

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(artigo anexado)

Escrito por:

Rodrigo H.
Editor / Folha Da Economia
quinta, 16 de março de 2006 - 01:06
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Inge,
É isso aí.
Parabens pelo artigo. Nem tudo que reluz é ouro.
Abraço
Waldir

Escrito por:

Waldir F.
Socio Gerente da Lirio Quimica
segunda, 20 de março de 2006 - 16:42
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Olá!
Eu tenho meu próprio negócio...
MAs concordo plenamente com vc.
Abraços

Escrito por:

FERNANDA S.
administração
segunda, 20 de março de 2006 - 20:44
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Mas imagina quem tem que herdar o negocio da familia...

Escrito por:

Marcelo R.
Diretor do Departamento de Processamento de Dados da Prefeitura Municipal de Bauru
quinta, 23 de março de 2006 - 19:43
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Obrigada Fernanda e Waldir pelos comentários.
É Marcelo, a sucessão em empresa familiar é bastante complexa. E muitas vezes os fundadores consideram que o ciclo normal é que seus descentes diretos herdarem essa responsabilidade, e esquecem de perguntar se é realmente isso que eles querem e gostam.


Abraços,



Escrito por:

Inge C.
CONSULTORA DE RH da CPELC
sexta, 24 de março de 2006 - 11:27
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" O meu propio negócio hoje sou eu "

abs e suce$$o a todos.....volto em instantes!

Escrito por:

Rodrigo H.
Editor / Folha Da Economia
segunda, 27 de março de 2006 - 12:37
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Ter o próprio negócio é a realização plena ..

Existe uma Associação Internacional de Empreendedores enorme. Conhecem a JCI?

Escrito por:

Salomé P.
segunda, 10 de dezembro de 2007 - 15:54
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SOCORRO! NÃO QUERO TER MEU PRÓPRIO NEGÓCIO
Por: Margot Cardoso

Não, você não entendeu errado. É isso mesmo que você leu. Se você se identificou com a frase e está se sentindo vingado (e aliviado) porque alguém ousou admitir essa blasfêmia profissional, relaxe.

Você não está sozinho e, melhor que isso, você está certíssimo.
Afinal quem foi que disse que felicidade e realização profissional são sinônimos de "negócio próprio?” Ah, quem? Bem, a mídia, o mercado de trabalho, seu vizinho, sua família. É verdade. A imposição para que você seja dono de um negócio é quase cultural. Você se volta para o mercado e lá vem a ameaça: "O emprego vai acabar!". Olha o Estado e ele diz: "Vai nessa, dou incentivos fiscais!". Dá mais um passo, o banco acena: "Empresto dinheiro". Com a família e os amigos o assunto é mais velado: "Você viu o fulano? Um sucesso! A empresa dele vai de vento em popa. O cara tem garra, é empreendedor, um vencedor nato! Beltrano é que é feliz, não tem chefe, não tem que dar satisfação para ninguém". E por aí vai. Se você começar a relacionar todos estes sinais, vai chegar a uma conclusão óbvia: o universo confabula para você ser o feliz proprietário de uma empresa.

Bom, aqui cabem duas reflexões vitais. A primeira é: será que ter o próprio negócio é essa maravilha? A segunda, e, talvez a mais importante, é: realmente é o que você quer? A resposta da segunda questão é pessoal e intransferível, mas, para a primeira pergunta, a resposta é não. O número de insatisfeitos com o seu negócio é tão elevado quanto o profissional que não têm seu nome no contrato social da empresa. Consta de uma estatística desoladora do Sebrae, órgão que dá suporte e treinamento para quem quer montar sua micro e pequena empresa, que cerca de ...% dos negócios inaugurados fecham nos primeiros .... anos.

Por quê?
Por uma razão muito simples. Ter um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) pode ser maravilhoso, mas - não se sabe por quê - ninguém fala do preço que custa estar à frente de um empreendimento. Dificilmente alguém comenta que o faturamento de um amigo que tem um negócio é inferior ao salário de um nível de gerência. Até porque a maioria não revela o quanto ganha. Afinal, vão pensar que ele não é bem-sucedido, que não está dando certo, que falhou. Outro componente do preço alto do CNPJ é a carga árdua de trabalho. O profissional acostumado a atuar dentro de uma estrutura descobre que ele é a estrutura e, para dar certo, precisa acumular várias funções e exercer muitos papéis.

Outro erro muito comum, tanto na escolha de um negócio quanto para quem olha o sucesso de outro, é só enxergar o negócio do ponto de vista do consumidor. Há muitos proprietários de restaurantes frustrados e infelizes. Só olharam o status e o glamour de ter um restaurante. Imaginaram-se felizes recebendo clientes e amigos em uma noite agradável e de repente perceberam que só 10% é charme, 90% é acordar de madrugada para comprar os ingredientes, administrar contas e gerenciar pessoas e problemas de toda a espécie: desde um ajudante de cozinha que não aparece até entraves na prefeitura.

Você já deve ter ouvido alguém dizer que, quando se aposentar, vai descansar. Sonha em abrir uma pousada no Ceará. Vamos aos fatos: ele nunca trabalhará tanto na vida e não vai ficar rico. Na melhor das hipóteses, conseguirá empatar os custos. E isso porque nem vamos tratar da burocracia e da carga fiscal, vamos nos limitar apenas à problemática interna.

Na contramão
Mas, e o outro lado da moeda? Não tem? Tem. Ser um feliz funcionário de uma boa empresa. Muita calma neste momento... Então como é que fica aquela história espalhada aos quatro ventos de que o emprego vai acabar? Não é bem assim."A oportunidade de se trabalhar em uma grande corporação não acabou. O que chegou ao fim foi o paternalismo, a estabilidade. A quantidade de postos de trabalho diminuiu e vai diminuir, mas a oferta é melhor. Em termos de qualidade, as oportunidades são maiores. As empresas estão investindo muito no aprimoramento dos seus talentos", responde Marisa Ébole, Coordenadora de Projetos de Educação Corporativa da Universidade de São Paulo. Tudo bem, você já desconfiava que a perspectiva não era assim tão negra. Mas e aquela outra história de que devemos ser empreendedores? Não precisa mais? Claro que precisa. Hoje, mais do que nunca as empresas precisam de empreendedores.
Mas é importante conceituar. As empresas precisam muito da postura de empreendedor. Você precisará planejar e agir para agregar valor à empresa e trazer resultados, exatamente a mesma postura que você teria se o negócio fosse seu. Na maioria das vezes, o nível de exigência é muito maior do que se o negócio fosse seu. A diferença é que você atuará com muito mais suporte, receberá treinamento regular e todos os benefícios do mercado. "Empreender é uma habilidade. É a capacidade de implementar um projeto de vida, um curso, um filho, uma carreira. Tudo é empreendimento. Na vida, estamos sempre tocando um empreendimento. Em níveis diferentes, todos somos empreendedores, somos capazes de identificar problemas e resolvê-los. Uma equipe composta de pessoas assim é uma equipe vencedora, autogerenciável. É isso que as empresas querem", explica Dulce Magalhães, consultora empresarial, doutora em planejamento de carreira (Universidade Columbia, EUA) e especialista em Educação de adultos (Universidade de Oxford).

O nariz é meu!
Um dos grandes atrativos - e justificativa - de quem busca o CNPJ é o fato de ser dono do próprio nariz. Fazer o que bem entender, da maneira que quiser, tomar todas as decisões. "Todos só enxergam este lado e não percebem como é duro não ter um chefe, o quanto é duro tomar decisões. É ótimo compartilhar com um líder, às vezes até quando o mentor é horroroso. Você se descobre, consegue visualizar melhor o que é mais importante para você. Em muitas situações, o negócio é tão complicado, tão cheio de desafios e demanda que o gestor não tem tempo de se autoconhecer, de se perceber", explica Dulce.

Não quero trabalhar para os outros
Acabe com o falso mito de que você quer ter um negócio para trabalhar para você mesmo. "Se você acha que não trabalha para si mesmo, alguma coisa está muito errada. Que outras pessoas lucrem com o seu trabalho é inevitável e esperado, não importa a função ou a organização. Não existe isso, todos trabalhamos para nós. É preciso que você assimile este conceito, essa é a postura de um empreendedor. Quando você conseguir enxergar sob esta perspectiva, aí sim você poderá dizer que é o empreendedor da sua carreira, da sua vida e não precisará ter um negócio só seu para dar certo", esclarece Dulce.

Odiei (com todas as minhas forças) todos os chefes que tive
Se este é o seu caso, pare para pensar se o problema não está com você. Provavelmente você é do tipo que sempre culpa o externo. Detalhe: esta não é uma postura empreendedora, portanto você não se dará bem nem como patrão nem como empregado. Como? Analise. Se vive reclamando que seu chefe persegue você, não o deixa tomar iniciativa (modesto, você alega que ele tem medo do seu brilhantismo), não consegue resultados porque falta estrutura, não se engane. Quando você abrir sua empresa, lá estará você no muro das lamentações: "O governo me atrapalha, os concorrentes não me deixam ir em frente, minha família não me apóia". "Nestes casos, você está na categoria dos que colocam o foco mais na justificativa dos limites do que na superação deles. É a mesma mentalidade de quem acredita que trabalha para alguém", esclarece Dulce. "Muitos perdem tempo justificando que não conseguem crescer por causa do custo Brasil, em vez de pensar nas soluções, porque tem gente que dá certo mesmo com o custo Brasil. É o mesmo caso do funcionário que diz que não consegue crescer por causa da cabeça limitada do superior ou da estrutura da empresa. A situação é a mesma nos dois casos, e a justificativa idem"

Abra os olhos

Se os motivos citados acima se enquadram no seu discurso de sonho de um negócio, abra os olhos e tente enxergar seu papel dentro da empresa sob outro ângulo. Inicialmente, faça um levantamento dos pontos fortes. Além de você ter mais consciência do seu papel, você vai valorizar muito mais a sua função. Conheça algumas vantagens apontadas por especialistas.
Muito mais difícil e desafiadora que a anterior, essa é a fase onde os pesquisadores devem utilizar todas as já aprendidas e voltá-las para uma Internet mais produtiva, rápida e robusta. Essa seria a resposta para o que se costumou chamar de Internet 2. Não é nenhum bicho de sete cabeças, mas será uma revolução. Principalmente na velocidade e expansão da Rede.

A parte muito boa - Na empresa, você terá sempre alguém para prestar contas, mas em compensação... "terá um interlocutor para descarregar problemas e compartilhar responsabilidades", diz a psicóloga e consultora empresarial Marie Josette Brauer. Vale destacar que a independência no próprio negócio quase não tem valor e beira o óbvio. Afinal, se as coisas não derem certo, o dinheiro é seu mesmo!

Um foco espera você - Você não precisa criar um foco. Na empresa, ele já existe e está estruturado, só esperando pelo seu talento. O negócio próprio, para existir e ter sucesso, precisa ser fruto de um amor genuíno. Caso contrário, há pouquíssimas chances de dar certo. Se você vive debruçado entre as opções "vender tomates" e montar uma empresa.com (afinal, você é formado em administração, portanto pode administrar qualquer coisa), desista! Sem amor verdadeiro, não dá.

Nervos de aço - Na empresa, o sucesso é potencializado (é de muitos), e o fracasso, diluído. O clichê de que quem está à frente é um solitário é verdadeiro. Na carreira solo,lembre-se de que, além de você ser responsável pela validação de uma idéia, você precisará de nervos de aço para eventuais tombos e até o fracasso. Saber lidar com as derrotas exige uma estrutura profissional e pessoal muito grande. É para poucos.

Intercâmbio de conhecimento - O crescimento pessoal e profissional é imenso dentro de uma corporação. "Muitas vezes a microempresa não tem essa possibilidade. O trabalho em grupo faz com que você consiga desenvolver novos pensamentos e soluções", esclarece Dulce.

Investimento em você - A empresa exige competência e capacitação, mas também investe e viabiliza o seu crescimento. "Dentro das organizações existe muito mais valorização do talento, há a figura do coach, um mentor que estimula e orienta. Muitas empresas bancam cursos de idiomas, workshops, universidade e MBA, e algumas oferecem a chance de você construir uma carreira internacional. Você é alvo do investimento da organização", explica Dulce. Mas você tem idéia de ser um empresário e não perder de foco o seu aperfeiçoamento? É possível, mas a qualidade do seu aprimoramento vai depender e vai ser limitado por você. Na empresa, você terá chance de ultrapassar muito os seus limites, de ser muito mais rico com seu tempo, sua saúde e sua família.

Roberto… de onde? - Uma das coisas mais gratificantes dentro de uma empresa é a certeza e a satisfação de pertencer a uma equipe, ser de um time, de uma grande corporação. De acordo com o neurofisiologista Eugenio Mussak, pertencer é uma necessidade humana básica, faz parte do componente de preservação da espécie. "Para o ser humano é mais importante pertencer do que possuir", compara ele. Eugenio cita o caso da ex-ministra Zélia Cardoso, que, depois de sair do governo, fundou o Instituto Brasil. "Cadê o Instituto? Não existe mais, e a ex-amante do boto do Xingu vive hoje de pensão alimentícia. E não é apenas você que valoriza pertencer a determinado grupo, o mundo também. Você é reconhecido e valorizado também pela instituição que representa", conclui Eugenio. Portanto, se você pensa que será um autônomo superbem-sucedido porque todas as portas se abrem para você, é bom pensar que é quase certo que elas se abrem porque você é fulano, da multinacional tal. Saia da empresa para você ver.

Sou do time - O mesmo conceito vale para o time. Trabalhar em equipe é maravilhoso, extremamente gratificante. Você aprende a ter jogo de cintura, a ter paciência, se envolver, ter comprometimento, além de lapidar sua personalidade com um refinamento extremo, de sensibilidade e de cortesia com os outros. "O aprendizado do trabalho em equipe serve para a vida, para o conceito de cidadania, no sentido de cada um fazer a sua parte, dentro do limite coletivo", completa a consultora Marie Josette Brauer.

Tempo para tudo - Para os que estão do lado do CNPJ é muito mais complicado o aprimoramento, porque não há tempo. Na empresa, o seu tempo é muito mais racionalizado, porque o uso das horas é mais focado (Lembre-se: o autônomo é uma espécie de faz tudo). Sabe aquela idéia de "quero trabalhar para mim"? Você vai acabar descobrindo que é muito mais exigente do que imaginava. O.k., isso não convence, porque há muitos workaholics empregados que trabalham tanto ou mais do que os empresários, certo? Dulce concorda, mas rebate que, se o workaholic da empresa X cair em si e buscar qualidade de vida, ele pode diminuir suas horas de trabalho e se reorganizar. O empresário não tem esta opção. Ponto nosso.

Apostando alto - Mas, e se você for um superempreendedor? Melhor ainda, uma grande corporação certamente vai proporcionar brigas grandes, de alto nível, tanto em valores financeiros quanto em importância para o mundo. E o desafio e a satisfação de estar envolvido em um negócio de milhões proporcionarão uma grande realização pessoal e profissional. Dependendo do seu nível hierárquico, você poderá tomar decisões, empreender, como se o negócio fosse seu, independentemente de a empresa estar ou não no seu nome.

Liberdade para parar - Não há nada mais libertador do que se demitir de uma função opressora. Quando você não está feliz em um emprego, procura outro, acerta tudo com a nova empresa, pede demissão da outra. No dia seguinte, você está renovado, começando outra missão, com pessoas novas, desafios novos. Mesmo se não for para ir para um emprego novo, você poderá pedir demissão para fazer um curso fora do país ou simplesmente experimentar o sabático. A liberdade de ser funcionário é muito grande. Quando se é o proprietário... é muito mais difícil demitir-se, e o negócio acaba virando uma prisão. "O dono acaba tendo uma relação de amor e ódio com a empresa. Porque ele não se sente capaz de desistir, de voltar atrás. Porque significa admitir que falhou, e este tipo de fracasso é muito malvisto. É uma vergonha absoluta. O empresário questiona como ele vai contar para a esposa, para o filho, para a sociedade", conclui Dulce.

Eu confesso: não quero gerenciar!
Amo o que faço!
Já que estamos de peito aberto, entre amigos, você criou coragem para assumir mais um crime: você não quer ser gerente. Entendo, você quer ser um diretor, o presidente? Não. Você quer continuar sendo vendedor. Se este é o seu caso, parabéns! Admitir isso exige alto grau de empreendedorismo, sem contar a coragem. Afinal, o mercado massacra qualquer aparência de falta de ambição. Digo aparência porque você é ambicioso, está sempre se aperfeiçoando, buscando excelência, cumprindo a sua missão da melhor forma e simplesmente ama vender. Mas a pressão é contínua. Sua família espera a promoção para comemorar, e a empresa está ansiosa para "recompensá-lo". Com o status de chefe, um salário maior e o incentivo da torcida, você é obrigado a aceitar. Resultado: a empresa perde o seu melhor vendedor e ganha um gerente medíocre. Isso acontece em todas as áreas: o jornal perde um excelente repórter e ganha um editor sofrível; o hospital perde um excelente enfermeiro e ganha um coordenador médio; e assim vai.

Esse erro é muito ruim para o profissional, porque ele, muitas vezes, não consegue voltar atrás. Há uma grande sensação de fracasso, o profissional acredita que não consegue se desenvolver e muitos nunca se recuperam. É uma perda para o profissional e para a empresa. Você gosta de vender, de estar todos os dias com pessoas novas. A satisfação de fechar um negócio renova você e, de uma vez por todas, você não quer ser líder de ninguém. Preste atenção como isso talvez tenha uma boa dose de preconceito. Você já soube de casos em que pacientes, a mídia ou a família pressionaram o médico especialista em transplante de medula óssea para que ele gerencie um hospital?

Algumas empresas já acordaram
Não se preocupe porque você não está sozinho nessa. Várias empresas já abriram os olhos e estão implementando o crescimento horizontal e dando grandes oportunidades para que você possa se desenvolver dentro da sua função. "O status vinha do crescimento vertical. Consolidou-se a idéia de escalar, de subir degraus, ir ao topo da organização. Mas as coisas estão mudando", esclarece Dulce. O crescimento vertical já está sendo considerado uma visão ultrapassada. Então, como sobreviver fazendo aquilo de que você realmente gosta e quer fazer, sem culpa e sem ser taxado de acomodado? A professora Marisa Ébole explica que a primeira mudança deve começar por você. "Siga os seus valores e não se preocupe com o que os outros acham que é sucesso. Existem várias formas de realização, e cada uma é muito particular. O conceito de vencedor pode ser uma coisa para mim e outra para você. Uma das grandes fontes de fracasso consiste em as pessoas buscarem valores em que não acreditam, que não são seus. Para alguns, a grande ambição é ser um líder. Para você, talvez seja um posto que não faz sentido. Há muitos que são iludidos pelo status e pelo sucesso material. Alcançam e são infelizes, porque aquilo não servia para eles", esclarece. Seja empreendedor de você mesmo e aproveite todas as oportunidades. Há vários caminhos de desenvolvimento feliz, e cada um pode "cavar" o seu. Conheça alguns possíveis:

Valorize sua missão
Tenha consciência de qual é a sua missão dentro da empresa, da sua importância dentro da estrutura global e estabeleça como meta que você será o melhor naquilo que faz. "Se você for um assistente administrativo, seja o melhor. Todas as profissões têm seus espinhos e seus morangos. Cumpra sua missão,independentemente de você ser um programador de sistemas de uma grande multinacional ou um balconista de um café no corredor de um shopping", esclarece a psicóloga Marie Josette Brauer. O grande charme está em fazer bem-feito.

Trace um plano de crescimento
Elabore um currículo reflexivo sobre as habilidades que você tem para oferecer para o mercado e o que você precisa acrescentar para melhorá-lo. (Quando se tratar de habilidades, pense grande, pense sempre no mercado e não na empresa.) Semestralmente, faça reavaliações das habilidades acrescentadas. "As pessoas não se conscientizam da necessidade de crescer sempre. Somos uma empresa pessoa física e vendemos a nossa competência. À medida que não atendemos às expectativas, a empresa quebra o contrato (demissão) e vai procurar outras competências", sintetiza Dulce.
É importante uma reflexão contínua do que você é e do que quer acrescentar a seu potencial. Qual o seu padrão de excelência? Qual a sua estratégia para crescer? Tenha em mente que hoje as pessoas precisam ser cada vez mais polivalentes e procurar se interessar por outras áreas do conhecimento e outros campos de atuação, como teatro, física quântica, música, literatura. Isso ajuda a abrir a cabeça para a descoberta de outros valores para a vida.

Mate sua sede em fonte nova
Satisfaça a sua sede de conhecimento em outras fontes. Elas não precisam estar diretamente ligadas à sua área. Você pode, por exemplo, ser um enólogo. Isso vai enriquecê-lo como pessoa e este upgrade será estendido à sua atuação profissional. Aqui cabe um parêntese esclarecedor. É comum as pessoas lamentarem que aprenderam física, química e nunca usaram para nada, foi inútil. Não foi. Você se apropriou da metodologia do aprendizado, aprendeu a sistematizar conhecimentos, ganhou requinte de pensamento. Foi um exercício fabuloso para o cérebro. E, sem dúvida, contribuiu para aumentar a sua visão de mundo, despertou o seu interesse para coisas muito além da sobrevivência, ampliou a sua capacidade de perceber o outro, de se relacionar, ser mais intuitivo. Percebeu a importância de estudar sempre?

Circule por outros ares
Conheça todos os departamentos da empresa, como funciona cada um. Você será um profissional diferenciado se tiver uma visão integrada do negócio. Olhe para o mercado. Se perceber que outra empresa oferece mais possibilidade de aprendizado ou atua em um segmento mais valorizado, não tenha medo de mudar.

Invista em um projeto de educação
Atreva-se a parar e investir em você. Cursos, MBA, sabático. Qualquer opção de desenvolvimento vai contribuir para tornar você uma pessoa e um profissional melhor. Junte elementos para você ser o melhor na sua função.

Seja um educador
Se dentro da empresa você é o melhor na sua função, o caminho natural é que você seja um educador. Além da sua função cotidiana, você também poderá se comprometer na formação e no desenvolvimento de talentos. Você vai ser reconhecido, valorizado e será muito mais motivado. Sem contar que ensinar é a melhor forma de consolidar conhecimento. E aqui vai um recado para a empresa: o profissional que tem esse crédito e esta oportunidade dentro da organização valoriza-os mais do que aumento de salário e bônus (é lógico que, se tiver, não prejudica). É bom para os dois lados: ganha a empresa, ganha você.

Escrito por:

Inge C.
CONSULTORA DE RH da CPELC
terça, 19 de outubro de 2010 - 21:11
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